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Seminário Debate Ensino Para Deficientes Auditivos

Brasil tem 4 milhões de pessoas com problemas auditivos, quase todos excluídos do ensino tradicional.

Um seminário reuniu em setembro, no Rio de Janeiro, 650 especialistas brasileiros que discutiram a educação dos deficientes auditivos. No Brasil existem mais de quatro milhões de pessoas com problemas auditivos, segundo estatística da Unesco. A maioria destas pessoas não recebeu qualquer tipo de escolaridade, e somente 35 mil crianças surdas estão matriculadas na rede pública de ensino.

"É preciso educar e socializar o surdo", afirmou a diretora do Departamento de Desenvolvimento Humano e Científico do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), Solange Rocha.

O Ines mantém, no Rio de Janeiro, o Colégio de Aplicação, com 564 alunos. São 449 cursando o ensino regular, 110 em turmas de jovens e adultos e 5 em atendimento diferenciado.

A instrução é passada em Libras (Língua Brasileira de Sinais), e o Português é ministrado como segunda língua.

Outras matérias como Educação Física, Artes e Informática também fazem parte do dia-a-dia dos alunos. Um bom exemplo de como o problema pode ser solucionado foi dado pela escola pública Casimiro de Abreu, no interior do estado do Rio de Janeiro.

Como não existiam as chamadas escolas especiais para receber os alunos deficientes, inclusive os com problemas auditivos, as professoras começaram a absorver os estudantes excepcionais nas classes regulares e, sem saber, puseram em prática a educação inclusiva, sistema considerado modelo pela Organização das Nações Unidas para ensino de deficientes.

As crianças passam por uma sala de triagem, onde se adaptam ao novo ambiente, aprendem braile ou língua de sinais - dependendo da deficiência -, até estarem aptas a freqüentar as classes regulares.

Depois de passar pelo que seria o pré-escolar, as crianças são alfabetizadas e seguem o curso com os demais alunos. Nas salas de aula, os alunos surdos lêem lábios dos professores para acompanhar as aulas. Os que mantiveram o mínimo da audição usam equipamentos com fones de ouvidos para entender a voz dos professores, que falam em pequenos microfones.

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