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Gestante Infectada Deve Receber Droga Anti-Aids, Diz OMS

NOVA YORK (Reuters Health) - Drogas anti-Aids para diminuir as chances de transmissão do HIV de mãe para filho devem ser oferecidas a todas as gestantes infectadas, recomendaram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) em um comunicado divulgado na quarta-feira.

Ao contrário de diretrizes anteriores, as novas recomendações defendem o uso da droga nevirapina em combinações de drogas para prevenir a transmissão de mãe para filho.

Diretrizes sobre atendimento a infectados também foram divulgadas na terça-feira pela África do Sul. O país anunciou novas medidas na luta contra a Aids que limitam a disponibilidade de drogas anti-Aids importantes como o AZT, que o governo classificou como cara e tóxica.

As recomendações da OMS e do Unaids são resultado de uma conferência realizada este mês em Genebra em favor de um grupo formado pelas duas agências.

Recomendações anteriores anunciadas em março deste ano determinavam que a nevirapina deveria ser usada somente no contexto de ensaios com drogas, "devido a possíveis preocupações sobre o rápido desenvolvimento de vírus resistente a nevirapina em mulheres".

No encontro em outubro, no entanto, especialistas concluíram que o benefício de prevenir a transmissão de mãe para filho com combinações contendo nevirapina "pesam muito mais que qualquer preocupação teórica" sobre o desenvolvimento de resistência a drogas.

"A prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho...deve ser incluída no atendimento-padrão mínimo para mulheres com HIV e seus filhos", segundo as recomendações. "Não há justificativa para restringir o uso de qualquer regime para projeto piloto ou pesquisa".

O governo sul- africano, no entanto, não adotou essa política. Na terça-feira, a ministra da Saúde, Manto Tshabalala-Msimang, anunciou os padrões nacionais mínimos de atendimento à saúde para as cerca de 4,2 milhões de pessoas infectadas com o HIV.

As novas diretrizes restringem o uso de AZT, negando seu acesso até mesmo a gestantes para impedir a transmissão a seus filhos e vítimas de estupro.

A relutância em distribuir amplamente anti-retrovirais, que ajudam a reduzir o risco de transmissão do HIV e aliviar as infecções oportunistas, deve provocar novas críticas à resposta sul-africana para a crise da Aids.

Sinopse preparada por Reuters Health

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