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Vencedores do Nobel Transformaram Saúde Mental

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Os três ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina transformaram o entendimento não somente de como o cérebro funciona, mas também das causas básicas de problemas de memória e muitas doenças mentais, afirmaram pesquisadores.

Seus trabalhos sobre neurotransmissores -- substâncias químicas que as células cerebrais usam para se comunicar -- demonstraram o quanto o cérebro é complexo, disse Steven Hyman, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental.

Paul Greengard, da Universidade Rockefeller, em Nova York, Eric Kandel, da Universidade de Colúmbia, em Nova York, e o sueco Arvid Carlsson, professor aposentado da Universidade de Gotemburgo, dividem o prêmio de quase 1 milhão de dólares, anunciou na segunda-feira o Instituto Karolinska, na Suécia.

"Este prêmio reconhece trabalhos que são cruciais para o entendimento da função superior cerebral, a complexidade do cérebro e, em última instância, nossa capacidade de armazenar memórias", afirmou Hyman, acrescentando que seu instituto ajudou a financiar as pesquisas de Greengard e Kandel por mais de 30 anos.

"Fiquei feliz que três neurocientistas foram reconhecidos este ano por suas contribuições para nossa compreensão de como os sinais são comunicados entre as células nervosas", disse Story Landis, diretor do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Acidente Vascular Cerebral (Ninds), outro instituto que financiou seus trabalhos.

"Cada pesquisador forneceu uma ligação essencial para estabelecer a cascata de reações bioquímicas entre as células nervosas em que neurotransmissores alteram a função do sistema nervoso", avaliou Landis.

"Além disso, seus estudos estabelecem claramente a relação entre as moléculas e o comportamento. Isso contribui para nosso entendimento de como a mente humana aprende e lembra, abrindo caminho para avanços para tratar diversos distúrbios neurológicos e psiquiátricos", acrescentou Landis.

"Muitos dos trabalhos destes cientistas lidam com os mecanismos básicos através dos quais sinais de curto prazo se tornam alterações de longo prazo no cérebro", disse Hyman.

"Isso é importante pois estes mecanismos serão alvos para o desenvolvimento de melhores tratamentos para esquizofrenia, distúrbios de humor, doença de Parkinson, dependência de drogas e muitas outras doenças que de diversas maneiras são doenças de transmissão neural", destacou Hyman.

Sinopse preparada por Reuters Health

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