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Estudo Detecta Tratamento Inadequado de Câncer de Mama

NOVA YORK (Reuters Health) - Cerca de 20 por cento das mulheres que são submetidas a cirurgia para câncer de mama em estágio inicial podem receber tratamento inadequado, deixando-as mais vulneráveis à recorrência e aumentando seu risco de morrer da doença, afirma um novo estudo.

O tratamento inadequado pode incluir uma falha no exame dos linfonodos para verificar se células cancerosas se espalharam ou não realizar radioterapia, tratamento usado para destruir células cancerosas que não foram retiradas na cirurgia. E o uso inadequado de tratamento parece estar aumentando e não caindo.

De acordo com um estudo publicado na edição de 30 de setembro da revista Lancet, 19 por cento das mulheres que foram submetidas a cirurgia de conservação de mama -- também conhecida como lumpectomia -- receberam cuidado inadequado em 1995, comparadas a 10 por cento em 1989. Estas mulheres não receberam radioterapia, testes de linfonodos ou ambos.

Na cirurgia de conservação de mama, o tumor é removido, no entanto, a mama é poupada. Mulheres que não recebem tratamento de radiação estão duas vezes mais propensas a apresentar recorrência do câncer na mama do que mulheres que passam pelo tratamento.

O estudo indica que mais mulheres que foram submetidas a mastectomia receberam cuidado apropriado. Menos de três por cento das pacientes que foram submetidas a mastectomia receberam tratamento inadequado e o número não se alterou entre 1989 e 1995.

Essa estabilidade no número pode ter acontecido pois este procedimento, em que toda a mama é removida, é uma operação mais direta do que a lumpectomia.

"Nossos resultados destacam a preocupação em relação à transferência da terapia de conservação de mama para a prática clínica", afirmaram Ann Butler Nattinger e sua equipe, da Escola de Medicina de Wisconsin, em Milwaukee.

Os pesquisadores destacam que, em 1990, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA concluíram que a cirurgia de conservação de mama era tão eficaz quanto a mastectomia para o câncer de mama em fase inicial ou o câncer que ainda não se havia disseminado além da mama.

Essa conclusão provocou um aumento no número de mulheres que receberam o procedimento, uma cirurgia mais complexa do que a mastectomia, que requer tratamento de radiação adicional.

Nattinger e sua equipe revisaram registros médicos de cerca de 145.000 mulheres com 30 anos ou mais, que se submeteram a cirurgia para câncer de mama em estágio inicial, durante uma período de 12 anos.

Eles concluem que as descobertas "destacam a necessidade de um estudo cuidadoso sobre o uso e as consequências de novas terapias, à medida que elas são adotadas na prática".

Sinopse preparada por Reuters Health

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