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Bebês de Mães Fumantes Tendem a Ter Mais Cólicas

NOVA YORK (Reuters Health) - Bebês de mamães que fumam estão duas vezes mais propensos a ter cólicas do que filhos de mulheres que não fumam, afirmam pesquisadores.

O estudo descobriu, no entanto, que a amamentação foi ligeiramente protetora, embora os bebês de mães fumantes ainda estivessem sob um risco maior de sofrer cólicas do que os filhos de mulheres não-fumantes.

A cólica é o choro incessante -- pelo menos três horas por dia por três dias em uma semana -- de causa desconhecida. As cólicas infantis tendem a apresentar picos durante as seis primeiras semanas de vida e passar ao final do segundo mês.

Os resultados do estudo causaram surpresa, pois pesquisas anteriores sugerem que a cólica está relacionada ao fumo somente se a mãe amamenta, de acordo com Sijmen A. Reijneveld, da Organização da Holanda de Pesquisa Científica Aplicada (Netherlands Organisation of Applied Scientific Research), em Leiden.

"Concentramo-nos no fumo maternal, pois um estudo anterior norte-americano demonstrou que o fumo da mãe e a cólica infantil estavam associados somente se a criança fosse amamentada, enquanto outras evidências eram conflitantes", disse Reijneveld.

"Nossos resultados confirmam claramente a associação entre o fumo maternal e a cólica, mas também mostra que o efeito da amamentação é protetor", acrescentou o pesquisador.

Reijneveld e sua equipe entrevistaram os pais de mais de 3.300 bebês entre 1 e 6 meses e descobriram que 4,7 por cento das crianças tinham cólicas. As descobertas estão publicadas nos Archives of Disease in Childhood.

No geral, bebês de 1 mês cujas mães fumavam menos de 15 cigarros por dia estavam duas vezes mais propensos a ter cólicas do que bebês de não-fumantes.

No caso de mães que fumavam mais de 15 cigarros ao dia, seus bebês estavam cerca de três vezes mais propensos a ter cólicas.

A amamentação, no entanto, teve um efeito ligeiramente protetor. Se a mãe também fosse fumante, o risco de seu filho apresentar cólicas era somente 1,5 a 2,5 maior do que no caso do bebê de uma mãe não-fumante.

Reijneveld sugeriu que o aleitamento parece ser protetor. "Talvez devido a coisas como o contato da pele do bebê com a mãe", destacou o pesquisador.

Ele especulou que, provavelmente, a irritação provocada pelo tabaco nos pulmões da criança é responsável pela cólica e, caso isso seja verdade, um pai que fuma perto do filho também pode ter um bebê com cólicas.

Reijneveld disse à Reuters Health que outros fatores, no entanto, também podem ser responsáveis pela associação. É possível que o fumo durante -- e não após -- a gravidez pode ser o culpado. Ele destacou que existe uma "possibilidade de que um bebê com cólicas severas faça com que a mãe comece a fumar".

Independentemente da razão, o fumo passivo é conhecido por ser prejudicial a bebês por diversos motivos, incluindo um maior risco de infecções no ouvido. Por isso, Reijneveld sugere que os pais fiquem longe de cigarros. "Não fumem na presença de seu filho e não permita que outros o façam", aconselhou o pesquisador.

Sinopse preparada por Reuters Health

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