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Artigos de saúde

Reprodução Assistida

Neste artigo:

- Introdução
- Indicação
- Técnicas
- Complicações
- Outras considerações

"Em casais normais, a probabilidade de ocorrer gravidez, em um único ciclo menstrual, é de aproximadamente 16% e, em um ano, a probabilidade total é de 90%. Acredita-se que 15% dos casais irão apresentar problemas de fertilidade, e define-se infertilidade como a ausência de gravidez após um período de 1 ano, no qual o casal não fez uso de nenhum método anticoncepcional".

Introdução

Na avaliação do casal infértil são realizados diversos exames com o objetivo de identificar a causa do problema e também para planejar o tratamento mais adequado. Com base nesses resultados, podem ser indicadas terapias como a indução da ovulação ou correção cirúrgica de algum defeito. Entretanto, quando existem obstáculos e problemas não corrigíveis com esses métodos, a opção a ser tentada é algum método de reprodução assistida.

Indicação

As técnicas de reprodução assistida estão indicadas naqueles casos em que a gravidez não ocorreu apesar de ter sido realizada estimulação hormonal da ovulação, de essa ter ocorrido no dia adequado e da relação sexual ter ocorrido no período adequado. Também para aqueles casais nos quais a avaliação inicial já tenha demonstrado algum problema para o qual as outras terapias não terão sucesso.

No processo de decisão da indicação de alguma das técnicas, deverão ser levados em consideração alguns fatores:

• presença de gametas femininos viáveis;
• quantidade adequada de espermatozóides que apresentem mobilidade;
• útero e tubas uterinas com morfologia normal e compatível;
• boa interação entre o muco do colo uterino e os espermatozóides;
• capacidade do espermatozóide penetrar no gameta feminino.

Técnicas

Essas técnicas são classificadas em homóloga (quando os gametas provêm dos elementos do casal) ou heteróloga (quando um ou ambos os gametas são provenientes de um indivíduo alheio ao casal – doador de gametas). São quatro os processos mais utilizados de reprodução assistida:

1. Inseminação Intra-Uterina

Consiste na deposição dos espermatozóides diretamente na cavidade uterina. Com isso, supera-se qualquer dificuldade que eles tenham em transpor o muco do canal cervical. É feita uma indução da ovulação, com um cálculo do dia e da hora prováveis em que ela irá ocorrer. Nesse dia, o homem colhe o sêmen, no laboratório, e os espermatozóides passam por um processo de preparação. Depois eles são colocados em um meio de cultura e são inseridos na cavidade uterina com o uso de uma cânula que passa através do orifício do colo uterino. O processo é acompanhado por ultra-sonografia, e é semelhante a um exame ginecológico de rotina. Pode causar um pouco de cólicas, mas geralmente é indolor. Após um período de repouso de 30 minutos, a paciente é liberada e pode ir para casa.

2. Transferência Intratubária de Gametas

Nesse método, o gameta feminino e os espermatozóides são introduzidos dentro das tubas uterinas por meio de vídeolaparoscopia. Utilizado quando problemas da tuba uterina pudessem ser os responsáveis por fracassos repetidos com a técnica anterior. Esse método não é mais utilizado, pois os outros apresentam melhores resultados.

3. Fertilização in vitro e Transferência de Gametas

Essa técnica consiste na indução da ovulação e, no dia e data marcados, faz-se a extração de gametas femininos de dentro dos ovários, por meio de uma punção através da vagina. Realiza-se coleta do sêmen e preparação dos espermatozóides. Aqui existem duas opções: colocação dos gametas femininos e dos espermatozóides em um meio de cultura para que a fecundação ocorra "naturalmente", ou a injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Os embriões formados são, então, depositados na cavidade uterina. É útil quando a mulher apresenta algum problema na tuba uterina que dificulte o transporte dos gametas femininos e/ou dos embriões até o útero. A taxa de sucesso, quando implantam-se 4 embriões, é de 25% a 30%.

4. Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides

Esse método é idêntico ao anterior, diferindo pelo fato de que os espermatozóides são injetados dentro do oócito, não permitindo que a fecundação ocorra "naturalmente" no meio de cultura. Está indicado quando o número de espermatozóides é pequeno ou eles apresentam pouca vitalidade. Em alguns casos, é necessário abertura do testículo e procura de espermatozóides viáveis para a fecundação.

Complicações

gestação múltipla: aproximadamente 80% das gestações múltiplas são devidas a intervenções na reprodução. Há aumento do risco de complicações na gestação, de morte fetal, de parto prematuro e de baixo e muito baixo peso ao nascer.

• síndrome de hiperestimulação ovariana: caracterizada por dor e distensão abdominal, náusea e vômitos, aumento dos ovários, acúmulo de líquido dentro do abdome (ascite) e do tórax (hidrotórax), dificuldade para respirar e, nos casos mais graves, queda na função dos rins (insuficiência renal), trombose, e problemas respiratórios graves.

• gravidez ectópica: é aquela que ocorre fora do útero, podendo ser nas tubas uterinas, nos ovários, na cavidade abdominal.

Outras Considerações

Não devemos esquecer que uma das fases mais importantes da terapia do casal com problemas para engravidar é o apoio psicológico. A dificuldade de engravidar gera muita angústia e medo nos casais, e o tratamento gera muitas expectativas e frustrações que, se não houver apoio adequado, podem levar a resultados catastróficos. Assim, acima de tudo, deve ser encorajado o amor e a compreensão entre os membros do casal, para que essa difícil fase seja encarada de forma mais saudável, tanto para eles quanto para o futuro bebê.

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