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Artigos de saúde

Ergonomia: Saúde no trabalho

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigos:

- O que é ergonomia e qual a sua importância?
- Qual o papel da ergonomia para a saúde?
- Homens, máquinas e controles
- O auxílio científico no estudo da ergonomia
- Qual é a aplicabilidade da ergonomia
- Quais as consequências de não seguir as práticas ergonômicas?

 

O que é ergonomia e qual a sua importância?

Conhecida comumente como estudo científico da relação entre o homem e seus ambientes de trabalho, a ergonomia tem alguns objetivos básicos, como possibilitar o conforto ao indivíduo no ambiente de trabalho, prevenir acidentes e aparecimento de patologias específicas para determinado tipo de trabalho.

Merece atenção especial uma boa parte dos problemas de postura que a grande maioria das pessoas adquire ao longo de suas vidas durante o trabalho, como por exemplo, os esforços repetitivos. Qual seria então a solução? O ideal seria que todos os móveis e equipamentos usados na rotina de trabalho passassem por estudo e adequação ergonômica, antes mesmo de serem adquiridos.

São constantes os estudos feitos a respeito da relação do homem com o ambiente de trabalho, conforto e horas de descanso necessários. Todos são de grande importância, mas, poucas pessoas prestam atenção nestes detalhes. A ergonomia vem justamente estudar estas medidas de conforto, a fim de produzir um melhor rendimento no trabalho, prevenir acidentes e proporcionar uma maior satisfação do trabalhador.

Qual o papel da ergonomia para a saúde?

A ergonomia se preocupa com as condições gerais de trabalho, tais como, a iluminação, os ruídos e a temperatura. Esses são conhecidos como agentes causadores de males na área de saúde física e mental. A ergonomia atura tentando minimizar esses agentes, aumentando a eficienvia humana.

O custo individual é minimizado através da ergonomia, que remove aspectos do trabalho que, a longo prazo, possam provocar ineficiências ou os mais variados tipos de incapacidades físicas.

Nas condições em que a atividade do indivíduo envolve a operação de uma peça de equipamento, na maioria das vezes, ele passa a constituir, com este equipamento, um sistema fechado. Este visa apresentar muitas das características de auto-regulamentação (feedback). Como dentro de tal sistema é o indivíduo quem usualmente decide, torna-se necessário que ele seja incluído no estudo da eficiência do sistema. Para que a eficiência seja máxima é preciso que o sistema seja projetado como um todo, com o homem completando a máquina e esta completando o homem.

Homens, máquinas e controles

A integração entre homens e máquinas é constantemente estudada. Para que seja completo o sistema, muitas máquinas são projetadas respeitando algumas informações que permitirão, ao usuário, uma maior integração.

São estudadas as funções dos indivíduos, o sexo dos operadores e estimada como será seu desempenho em relação às atividades laborias, ou seja, o tamanho, a idade dos operadores e usuários de um determinado equipamento, a força com que esta máquina será usada, se é fabricada no país ou no exterior.

O estudo é feito pela média dos operadores. As máquinas tais como os guindastes, escavadeiras mecânicas e caminhões-ancinhos, liberaram o homem do trabalho físico e do emprego de ferramentas manuais. Em compensação, criam outros tipos de problemas. A capacidade do homem de controlar os próprios movimentos deve ser transferida para os movimentos das peças da máquina,o que cria a necessidade de essas peças serem projetadas obedecendo às limitações e capacidades do operador, para que o sistema inteiro (homem e máquina) possa operar com eficiência máxima.

O auxílio científico no estudo da ergonomia

Várias disciplinas científicas e tecnológicas contribuem para a ergonomia. O primeiro passo para adotar bos práticas ergonômicas é compreender o funcionamento do corpo humano. Isso é oferecido por disciplinas como anatomia e fisiologia, que estudam a estrutura e o funcionamento do organismo. A antropometria fornece informações sobre as dimensões do corpo, e a psicologia fisiológica trata do funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. A psicologia experimental busca definir os parâmetros do comportamento humano.

Outra disciplina que auxilia nos estudos ergonômicos é a medicina industrial, que ajuda a definir as condições de trabalho que se apresentam como danosas à estrutura humana. A física e a engenharia, fornecem conhecimento das condições às quais o trabalhador estará submetido. Nessas áreas se concentram os principais esforços de pesquisa cujos resultados, junto com o conhecimento acumulado, formam a base da ergonomia.

Qual é a aplicabilidade da ergonomia?

Todos os conhecimentos citados podem ser aplicados ao planejamento de processos e máquinas, à disposição especial dos locais de trabalho, aos métodos de trabalho e ao controle do ambiente físico para se alcançar maior eficiência tanto dos homens como das máquinas. Para isso, é necessário conhecer o sistema nervoso, o funcionamento e a capacidade do mecanismo central, a estrutura do corpo, dos ossos, das juntas, e os músculos que fornecem energia motivacional.

No binômio homem-máquina, o problema não é apenas o ajustamento de um ao outro, mas sim a adaptação conjunta dos dois. A aplicação ideal da ergonomia considera o homem como parte integrante de um sistema, no qual o estágio inicial do projeto, as características do operador humano são levados em conta, juntamente com os componentes mecânicos. O homem é melhor para determinados fins, como na tomada de decisões e a máquina para outros, como aplicação de força.

O ergonomista tem diante de si as seguintes tarefas. A primeira é estudar a ocupação, a fim de determinar o que o operador ou usuário de um determinado equipamento terá de fazer. E em um segundo momento, considerar, como principal na relação com o homem, o que ele tem que ver e ouvir.

Quais as consequências de não seguir as práticas ergonômicas?

Uma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto, que entre as suas várias causas está diretamente ligada à adequação do corpo frente a um determinado equipamento. A questão da iluminação, que além de poder causar danos à visão, contribui significativamente na baixa pessoal da capacidade de produção de uma pessoa, quer seja em um escritório, indústria, como até mesmo em ambientes de trabalho mais sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura também influem negativamente neste processo.

Com relação aos problemas de coluna, o ideal ainda é a prevenção, portanto buscar no ambiente de trabalho, a adequação de cadeiras e mesas seria o ideal para protegê-la. Mas, quando não for possível contar com um escritório mais adequado, procurar sempre sentar em cadeiras com encosto reto.

Apesar de hoje perceber-se uma preocupação maior das empresas com a ergonomia, essa ainda está longe do ideal. Cabe lembrar que um ambiente de trabalho adequado permite que o funcionário trabalhe com maior eficiência, e evita problemas de saúde para esse.

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Publicado em 04 de maio de 2016 

 



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