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Artigos de saúde

Bronzeamento artificial oferece riscos extremos à saúde

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- Introdução
- O que é bronzeamento artificial?
- Riscos e câncer de pele
- Alternativas para um bronzeamento seguro

Introdução

Em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou uma norma proibindo o uso das câmaras de bronzeamento artificial. A decisão foi motivada por evidências científicas que mostravam que a prática oferece riscos severos à saúde. Em julho de 2011 a Justiça Federal em Brasília manteve a validade da norma, apesar dos protestos de diversas clínicas que ofereciam o serviço. O juiz alegou que interesses econômicos não podem superar a segurança da população.

Neste artigo esclareceremos alguns pontos importantes sobre essa técnica e, principalmente, seus riscos para a saúde.

O que é bronzeamento artificial?

O bronzeamento não é algo saudável. A cor escurecida que a pele adquire é uma reação de defesa do corpo contra as agressões sofridas pela radiação. A preocupação que dermatologistas mostram com a exposição ao sol é ainda mais pontual quando se trata do bronzeamento artificial – um método que emite concentrações elevadas dos raios ultravioletas.

As câmaras de bronzeamento artificial se tornaram populares por serem alternativas à exposição solar. Elas eram inicialmente vistas como seguras por não causarem queimaduras, não fazerem a pele descascar e por emitirem raios ultravioleta A, antigamente considerados não nocivos.

As câmaras são feitas de acrílico transparente, que permite que a luz de lâmpadas especiais ultrapasse a estrutura. Classificadas como de alta, mista ou baixa pressão, as lâmpadas geram cerca de 98% de UVA e 2% de UVB.

Hoje já se sabe que a radiação UVA é tão prejudicial quanto a radiação dos raios ultravioleta B, podendo causar tumores e favorecer o envelhecimento da pele. Esses danos não podem ser percebidos imediatamente, mas eles são cumulativos e podem se manifestar até mesmo após 10 anos.

Riscos e câncer de pele

No Brasil, o tipo de câncer com maior incidência é o de pele. De acordo com os dados da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença atinge 13,99% dos homens e 8,99% das mulheres do país.

A maioria dos casos de câncer de pele surge a partir da meia idade, mas são causados por abusos cometidos na juventude, e pesquisas mostram que o bronzeamento artificial é um fator de risco dessa condição.

“O bronzeamento artificial causa não só cânceres da pele, mas também fotoenvelhecimento, fotodermatoses, reações alérgicas e a piora de algumas dermatoses”, explica em depoimento o Dr. Omar Lupi, presidente da SBD. A organização apóia a proibição judicial do uso estético das câmaras de bronzeamento artificial, devido aos danos que a prática pode causar à população.

Alguns anos atrás, o uso era permitido com algumas restrições. A pessoa devia assinar um termo de consentimento e também passar por uma avaliação médica. Mas frente às evidências dos efeitos nocivos dessa forma de bronzeamento, a recomendação médica atual e a proibição absoluta.

Alternativas para um bronzeamento seguro

Autobronzeadores

Existem formas saudáveis de dar à pele o tom dourado. Um dos métodos mais procurados é o dos autobronzeadores. Eles vêm em diversos formatos (creme, spray, gel ou lenços) e podem ser usados no rosto e no corpo. Geralmente, o produto é associado a cremes hidratantes e até mesmo a protetores solares. Os autobronzeadores são aplicados pela pessoa em casa e exigem cuidados simples, como o preparo da pele, com uma esfoliação. Depois disso, o produto deve ser aplicado uniformemente, para que todas as partes do corpo fiquem igualmente tonalizadas. As mãos e roupas devem receber atenção especial, para que não fiquem manchadas. O bronzeamento acontece gradualmente, à medida que o produto é usado. O efeito dura de quatro a cinco dias

Bronzeamento a jato

Outro método eficaz e saudável é o bronzeamento a jato. Essa é a aposta das clínicas de estética de todo o mundo. O produto pode ser aplicado em cabines ou através de aerógrafos. Nas cabines, pequenos furos direcionam o jato para o corpo da pessoa, tingindo a pele em aproximadamente dois minutos. Já o aerógrafo permite que uma pessoa aplique o produto com mais precisão, levando em média 15 minutos por sessão. O efeito dura cerca de duas semanas.

Com o bronzeamento a jato ou através dos cremes, a saúde não é sacrificada e a pele adquire a tonalização como a proporcionada pela exposição solar. A prevenção é extremamente importante no combate ao câncer, e cuidados precoces evitam que no futuro a pele esteja mais danificada e envelhecida do que deveria. O acompanhamento com um dermatologista também é essencial para a preservação da saúde da pele, e o profissional deve ser consultado antes da aplicação de novos produtos.

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.  Publicado em 01 agosto de 2011  Revisado em 20 de agosto de 2012



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