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Artigos de saúde

Pais Superprotetores

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Como se corrigir?
- Referências Bibliográficas Selecionadas

Interferir constantemente para "amaciar" o mundo para a criança é uma forma garantida de diminuir a autoconfiança do seu filho. Ao ser superprotetora, você está enviando a seguinte mensagem para seu filho: você é incapaz de resolver as coisas por si só. Além disso, a criança passa a ter tanto medo de coisas e situações novas quanto você.

Em crianças mais velhas, o fato de ter um pai ou uma mãe superprotetores não é compreendido como uma demonstração de amor e preocupação. Elas entendem isso como uma falta de confiança na sua própria capacidade – e este ‘rótulo’ pode ter sérias conseqüências na idade adulta.

Você pode ser considerado superprotetor(a) quando:

  • Acredita que qualquer tipo de atividade física pode machucar seriamente seu filho (até mesmo atravessar uma rua tranqüila).
  • Em situações do dia-a-dia (p.ex.: uma excursão supervisionada da escola) fica mais ansioso que seu filho, com medo de que algo dê errado ou de que a criança vá ser seqüestrada.
  • Gruda no seu filho durante qualquer brincadeira, dando orientações para que ele não se machuque.
  • Não permite que a criança se envolva em atividades que possuam até mesmo um risco mínimo de acidentes (p.ex.: brincar de pique esconde).

Como se corrigir?

Se você acredita que está sendo superprotetora, aqui vão algumas dicas para lidar com o problema:

  • Primeiro passo: confirme sua suspeita. Pergunte a alguns amigos ou parentes se eles acham você superprotetor. Se a resposta for positiva, não vá discutir tentando convencer o contrário.
  • Segundo passo: OUÇA seu filho. Converse com ele. Explique que toda sua preocupação vem do amor que você sente por ele, e que você confia na capacidade dele para vencer certos desafios. Mostre os perigos envolvidos em determinadas atividades e entre em um acordo sobre o que deve ser feito se algo der errado.
  • Proibir seu filho de fazer uma certa atividade é um direito seu. Não menospreze o peso da sua experiência. É óbvio que a capacidade de julgamento dos pais é superior a dos filhos, e o que é seguro para uma criança, pode não ser para outra. Desde que você explique isso para seu filho – e sem exageros -, não haverá problema.
  • Tudo bem, supervisionar seu filho é o melhor remédio para mantê-lo a salvo. Concordo com isso. Mas saiba que mantê-lo sob sua vigilância 100% do tempo também é a receita para produzir um adulto inseguro. Use sua inteligência para encontrar o equilíbrio.

Referências Bibliográficas Selecionadas

  1. Coles ME, Schofield CA, Pietrefesa AS. Behavioral inhibition and obsessive-compulsive disorder. J Anxiety Disord. 2006;20(8):1118-32.
  2. Yoshida T, Taga C, Matsumoto Y, Fukui K. Paternal overprotection in obsessive-compulsive disorder and depression with obsessive traits. Psychiatry Clin Neurosci. 2005 Oct;59(5):533-8.
  3. Shah R, Waller G. Parental style and vulnerability to depression: the role of core beliefs. J Nerv Ment Dis. 2000 Jan;188(1):19-25.
  4. Thomasgard M, Metz WP. Parental overprotection and its relation to perceived child vulnerability. Am J Orthopsychiatry. 1997 Apr;67(2):330-5.
  5. Loiola A. Vida e Saúde da Criança. 1ª Edição. Uberlândia, Brasil. Editora Natureza, 2005. ISBN 858989503-3.

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.                                        31 de janeiro de 2008



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