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Artigos de saúde

Ceratose Actínica

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Introdução
- Diagnóstico Clínico
- Abordagem terapêutica
- Conclusão

A Ceratose Actínica representa um estágio inicial na evolução do câncer de pele espinocelular. Daí a importância de seu diagnóstico precoce. Recentemente, o desenvolvimento de modalidades terapêuticas, tais como imunomoduladores, fototerapia e antiinflamatórios tópicos, resultou em avanços na prevenção e tratamento deste distúrbio tão comum.

Introdução

A Ceratose Actínica (CA) consiste em um grupo de lesões cutâneas que ocorrem principalmente nas superfícies do corpo expostas ao sol. Estas lesões pré-malignas costumam ser uma conseqüência da exposição a longo prazo à radiação solar, mas também podem se relacionar à exposição a fontes ariticiais de luz ultravioleta, raios X ou exposição a hidrocarbonetos aromáticos.

As lesões podem permanecer inalteradas por vários anos, regredir espontaneamente ou progredir para Carcinoma Espinocelular (CEC). A maioria dos casos de CA não sofre transformação maligna, mas a atenção deve ser permanente – 10% dos casos de CEC evoluem com metástases e baixo índice de sobrevida de 5 anos.

A incidência da CA na população em geral varia de 11% a 26%. Em pessoas de ascendência essencialmente caucasiana ou ariana, acima dos 50 anos de idade, a incidência pode chegar a 40-50%

Diagnóstico Clínico

A ceratose actínica consiste em grupos de queratinócitos alterados e manifesta-se como elevações descamativas de coloração variável (pardas, escuras, avermelhadas), bem delimitadas, em geral nas áreas da pele mais expostas ao sol. O número de lesões varia muito podendo ser desde lesão única até áreas de pele completamente recobertas por lesões. As escamas endurecidas que recobrem as ceratoses podem se soltar devido a traumatismos, mas voltam a se formar.

As lesões localizadas na cabeça e no pescoço costumam ser planas, enquanto que aquelas no dorso das mãos e nos antebraços em geral são mais ásperas. A formação de cornos cutâneos é comum e pode ocorrer em qualquer local do corpo.

Apesar de ser possível diagnosticar a doença com base no quadro clínico, em alguns pacientes é virtualmente impossível diferenciá-la do carcinoma espinocelular, sem realizar uma biópsia com. O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com verrugas e dermatite seborreica.

Em muitos casos, a ceratose actínica pode apresentar remissão espontânea, mas o risco de malignização aumenta com o passar do tempo. Infelizmente, não existem características morfológicas precisas capazes de definir o estágio de conversão para a malignidade, e este é o grande problema desta doença.

Abordagem terapêutica

Conforme mencionado anteriormente, as lesões da CA podem permanecer inalteradas, desaparecer espontaneamente ou progredir para CEC invasivo. Apesar do índice de malignização de uma lesão ser baixo, a maioria dos pacientes possui várias lesões, tornando seu risco global significativo. Além disso, como a terapia quase sempre é bem tolerada, o tratamento deve ser recomendado para todos os casos.

O tratamento clínico deve ser iniciado com a orientação do paciente quanto à necessidade de evitar exposição exagerada ao sol nos horários de risco (ou seja, entre as 10:00 e as 15:00h). Roupas mais fechadas e uso de protetores solares, quando possível, são medidas eficazes.

No caso das lesões já instaladas, as abordagens terapêuticas podem ser dividas em medicamentosas e cirúrgicas.

Tratamento Clínico

A abordagem medicamentosa possui a vantagem de poder tratar grandes áreas com várias lesões, mas em geral esta forma de tratamento é prolongada, exigindo várias sessões que podem ser desconfortáveis para o paciente. Atualmente, existem 4 medicações principais que podem ser aplicadas ao tratamento da CA: 5-fluorouracil (5-FU), creme de Imiquimode a 5%, diclofenaco gel, e Terapia Fotodinâmica com ácido delta-aminolevulínico.

Tratamento Cirúrgico

O objetivo do tratamento cirúrgico é erradicar a CA, limitando o dano causado aos tecidos sadios circunjacentes. Os principais recursos incluem Criocirurgia, curetagem ou excisão cirúrgica convencional. As desvantagens das opções cirúrgicas residem no risco de cicatrizes e infecção da ferida operatória.

Conclusão

A ceratose actínica é uma lesão pré-maligna com alto risco de evolução para carcinoma espinocelular de comportamente agressivo. O tratamento está indicado para todas as lesões e consiste principalmente no uso de agentes químicos e aplicação de laserterapia. Recomendações preventivas (p.ex.: uso de bloqueador solar e realizar auto-exames periodicamente) também são importantes.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.                                        10 de Dezembro de 2007



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