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Artigos de saúde

Como é feito o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII)?

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo

- Quais as recomendações para quem sofre dessa síndrome?

O conhecimento de que se trata de uma doença de evolução benigna e que não acarreta ou progride para nenhuma outra circunstância mais grave é um passo muito importante, capaz de, por si só, tranqüilizar e fazer com que os sintomas sejam mais bem tolerados.

Certos alimentos são mal tolerados pelas pessoas com SII. A confecção de um diário alimentar, correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente, pode ser capaz de identificar os alimentos desencadeantes.

Algumas pessoas têm tolerância diminuída ao leite e seus derivados, o que pode desencadear a diarréia e acúmulo de gás nos intestinos. Para essas pessoas, a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas.

O uso de bebidas gaseificadas pode aumentar a quantidade de gás nos intestinos, causando dor abdominal. Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso, pode levar a que se trague grandes quantidades de ar; além disso, os gases também podem ser produzidos durante a digestão de certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar a ingestão desse tipo de alimento pode ser útil. 

Uma vez que a cafeína pode aumentar a movimentação intestinal, as pessoas com a síndrome deveriam evitar ou minimizar o uso de bebidas que contém cafeína, como o café e colas cafeinadas.

Retardos desnecessários da defecação deveriam ser evitados. Porque quanto mais tempo as fezes permanecerem no intestino, mais fluídos podem ser absorvidos, fazendo com que as fezes fiquem mais ressecadas, o que dificulta ainda mais a evacuação. O uso de certos laxantes pode perpetuar a constipação porque o intestino pode se tornar dependente deles. Pessoas com a síndrome não devem tomar laxantes fortes.

Aumentar o conteúdo de fibras na dieta pode ajudar a regular a atividade intestinal e reduzir tanto a constipação como a diarréia.

Se as fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar. Exercícios regulares também auxiliam na normalização da função intestinal.

A grande maioria das pessoas melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Nos pacientes com algum sintoma especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados. Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.

Não existe um tratamento específico para a síndrome do intestino irritável. Deve-se evitar o uso de laxantes e tranqüilizantes, pois causam dependência com certa facilidade. Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos. As mudanças nos hábitos alimentares é a pedra fundamental no tratamento de pessoas com essa doença.

Quais as recomendações para quem sofre dessa síndrome?

  • Siga sempre as recomendações do seu médico;
  • Aprenda e coloque em prática, estratégias de controle da ansiedade e do estresse. A ajuda de um profissional pode ser bastante útil;
  • Pratique atividade física regularmente, pois isso ajudará na regulação da movimentação intestinal;
  • Beba bastante água;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Selecione bem os alimentos a serem ingeridos. Se você perceber várias vezes que determinado alimento piora os sintomas, evite-o;
  • Aumente a ingestão de fibras, principalmente na forma dos seguintes alimentos: grãos, cereais, frutas, nozes, vegetais;
  • Tenha refeições mais freqüentes e em menor quantidade;
  • Procure seu médico, caso seus sintomas piorem ou não apresentem melhora.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.                                            13 de setembro de 2007



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