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Artigos de saúde

Mau hálito: Um problema de todos

Neste Artigo:

- Introdução
- A Halitose
- Halitose primária
- Halitose secundária
- Tratamento
- Conclusão

"O mau hálito ou halitose é muito freqüente em toda a população. Sua importância social e a possibilidade de estar relacionado a doenças fazem com que o mau hálito mereça a atenção da sociedade e dos profissionais da saúde".

Introdução

O hálito resulta da excitação dos órgãos sensoriais do olfato pelas substâncias contidas no ar expirado. A halitose, ou mau hálito é uma condição na qual o ar expirado é desagradável para quem o expira e para as pessoas que o cercam.

Em alguns países estima-se que de 56 a 65% da população sofra com este mal. A halitose é mais prevalente nos idosos, e nas pessoas de baixo nível sócio-econômico. É importante lembrar que a halitose é um fator de restrição social, no entanto, o mau hálito não é uma doença, e sim um sintoma de doenças sistêmicas.

A Halitose

Esta condição anormal do hálito possui múltiplas causas. Entre estas estão as variações fisiológicas e adaptativas do indivíduo, a hora do dia, os hábitos alimentares, a higiene oral, o uso de próteses, doenças nos pulmões, esôfago e nas vias aéreas e digestivas superiores, doenças sistêmicas e psiquiátricas. O mau hálito pode até mesmo não ter nenhuma causa aparente.

Halitose primária

As halitoses primárias, ou seja, aquelas em que o ar expirado já traz dos pulmões o mau cheiro normalmente resultam da eliminação de substâncias ingeridas ou inspiradas, que produzem odores desagradáveis ao olfato. Alimentos aromáticos ou gordurosos, o álcool, o tabaco e alguns medicamentos são capazes de produzir este efeito. Outras causas deste tipo de mau hálito são a baixa glicemia, determinada por regimes de emagrecimento ou jejum prolongado, e exercícios físicos bruscos, devido ao intenso metabolismo das gorduras do corpo, e, raramente, devido a alterações das funções hepáticas, renais ou do diabetes. Os odores causadores de halitose primária são mais fracos, transitórios e geralmente respondem bem aos cuidados de higiene oral e às mudanças de hábito.

Halitose secundária

Quando o mau cheiro é somado ao ar expirado, no seu trajeto do pulmão ao meio externo, trata-se de halitose secundária. Estas são mais comuns que as primárias. Uma halitose do tipo secundária, que ocorre em praticamente toda a população adulta é a halitose da manhã. Ela resulta da diminuição da movimentação da língua, dos lábios e das bochechas, o que permite o acúmulo de células descamadas e a proliferação de microorganismos. A decomposição dos tecidos descamados e de restos alimentares, forma substâncias de odor desagradável.

Outras halitoses do tipo secundário possuem mecanismos semelhantes ao da halitose da manhã: diminuição do fluxo salivar, acúmulo de restos alimentares, precipitação de secreção na língua, dentes e nos sulcos da boca, elevação do pH normal, que favorecem a proliferação de bactérias e a decomposição destes produtos.

Processos patológicos também são causas freqüentes de halitose. Na maioria das vezes refere-se a processos inflamatórios e/ou tumores malignos de origem bucal. São decorrentes de doenças peridontais, estomatites, cistos odontogênico e de carcinomas da boca, associados a necrose e infecção tumorais. Cáries só causam mau hálito se houver necrose da polpa dentária com retenção de restos alimentares e células descamadas. As causas não-bucais referem-se normalmente a processos inflamatórios e neoplásicos de naso, oro e hipofaringe, dos seios paranasais, das fossas nasais e de corpos estranhos nessas regiões, em especial nas narinas, mais comuns em crianças.

No entanto o mau hálito pode ocorrer sem nenhuma causa aparente, sendo nestes casos denominada de halitose essencial ou verdadeira.

Tratamento

No tratamento dos problemas das vias aéreas digestivas superiores, os profissionais envolvidos são os odontólogos, os estomatólogos, os cirurgiões de cabeça e pescoço e os clínicos gerais. É muito importante que as pessoas sejam instruídas sobre os cuidados gerais de higiene oral, a mudança de hálitos alimentares, o uso moderado de alimentos com muito tempero (ou de odor forte), além do álcool e do tabaco. Cuidados higiênicos com as próteses dentárias são igualmente importantes.

A retirada de células descamadas, por medidas mecânicas ou químicas, é muito importante. A escovação do dorso da língua e o bochecho com solução de água oxigenada são exemplos de medidas que auxiliam na resolução das halitoses. Balas e outros produtos de mentol ou eucaliptol, podem mascarar o odor, pois possuem um maior potencial de estimulação do olfato, do que algumas substâncias que causam o mau hálito. No entanto, nos dias de hoje, a maneira mais efetiva e barata de se tratar ao mau hálito é a higiene oral com escova de dente, creme e fio dental.

Conclusão

O mau hálito é um problema que atinge uma boa parte da população, pode ser um sintoma de doenças importantes e acarreta prejuízo social. Suas causas são muitas, no entanto a maioria delas são decorrentes de hábitos sociais, alimentares e de higiene. Portanto, medidas simples como boa higiene oral, escova, fio dental e soluções para bochecho, são efetivas para a grande maioria dos casos. Caso o problema seja persistente ou se acompanhar de outros sintomas, um profissional deve ser consultado.

Copyright © 2006 Bibliomed, Inc.               Revisado 30 de Outubro de 2006



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