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Artigos de saúde

Estrias – descubra porque elas ocorrem e cuidados que ajudam na prevenção

Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

O que são?
Quais as causas?
Com tratar?
Como evitar?

A puberdade, a gravidez, o efeito "sanfona" e o uso de corticóides em altas doses por tempo prolongado são fatores que contribuem para o surgimento das tão indesejadas estrias. As estrias são lesões irreversíveis mas existem alguns tratamentos que melhoram a sua aparência , entretanto mais importante que tratar é prevenir.

O que são?

A pele apresenta três camadas, sendo a derme a camada intermediária. Na derme nós produzimos colágeno e elastina que são responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. As estrias aparecem quando há ruptura das fibras de colágeno e elastina da pele que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais.

As estrias são lesões lineares como uma espécie de cicatriz, geralmente paralelas, que podem variar de 1 a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdome (gravidez) e dorso do tronco (homens), podendo ocorrer também nas pregas axilares (doenças endócrinas). Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa.

Quais as causas?

Existem vários fatores envolvidos no aparecimento das estrias, como fatores hormonais e predisposição genética, crescimento acelerado, ganho de peso e efeito "sanfona" e medicamentos.

É comum o surgimento durante a puberdade em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida e da elevada produção de estrógeno e progesterona. O crescimento muito rápido que ocorre nesta fase não permite que a pele se adapte ao novo contorno do corpo, fazendo com que as fibras de sustentação da pele se rompam. É o que ocorre também na gravidez. Gestantes que engordam mais quilos do que os recomendados pelos médicos podem ter estrias, sendo muito importante também a predisposição genética.

A responsabilidade pelas estrias pode ser também atribuída ao fenômeno do "engorda-emagrece", em busca da linha perfeita com dietas restritas alternadas por sessões de abusos alimentares. O que ocorre nestas situações é que ao engordar a pessoa acumula gorduras nas zonas críticas - nádegas, coxas, seios, ventre - fazendo com que as fibras de colágeno e elastina se estiquem, rompendo-se eventualmente. Quando se dá o emagrecimento, a pele já está irremediavelmente lesionada, perdendo firmeza e ficando as estrias ainda mais evidentes.

A atividade física também pode causar estrias, sobretudo os exercícios de impacto, como saltar. No caso das mulheres, estes movimentos são particularmente danosos para os seios, que devem ser protegidos por um sutiã próprio.

Nos homens, a musculação causa a hipertrofia dos músculos, podendo fazer com que a pele se estique além da sua capacidade elástica, surgindo estrias posteriormente. A vida sedentária também pode facilitar o aparecimento de estrias, pois a atividade física estimula a circulação sanguínea, que dá vida à pele.

O uso prolongado e em altas doses de corticosteróides pode levar à formação de estrias largas e violáceas como efeito colateral. Pomadas contendo corticosteróides potentes em áreas de pele fina, como virilhas e axilas, podem levar ao surgimento deste tipo de estrias


Tratamento

As estrias são lesões irreversíveis e portanto não existe um tratamento que faça a pele voltar ao que era antes. O tratamento visa melhorar o aspecto estético estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso se propõem várias técnicas, entre elas: uso de ácidos, peelings, subcisão, dermoabrasão, microdermoabrasão, intradermoterapia e microcorrente galvânica. Estes são procedimentos médicos e apenas os médicos devem realizá-los, indicando o que for melhor de acordo com cada caso. As estrias iniciais respondem melhor ao tratamento, portanto quanto mais rápido for instituído o tratamento, melhor o resultado.

• tratamento com ácidos: alguns ácidos, especialmente o ácido retinóico, estimulam a formação de tecido colágeno, melhorando o aspecto das estrias. Pode haver descamação e vermelhidão e a concentração ideal para cada caso deve ser definida pelo dermatologista, de acordo com o tipo de pele. Deve ser evitada a exposição solar.

• peelings: os peelings têm a mesma ação dos ácidos, no entanto, de uma forma mais acelerada e intensa, geralmente levando a um melhor resultado. Também deve ser evitada a exposição solar.

• subcisão (subcision): esta técnica consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. O trauma causado leva à formação de tecido colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava degenerado.

• dermoabrasão: o lixamento das estrias provoca reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que ganha mais uniformidade, ficando mais semelhante à pele ao redor.

• microdermoabrasão: são microcristais de óxido de alumínio que causam pequenas feridas na pele com estrias, ocorrendo a regeneração posteriormente

• intradermoterapia: consiste na injeção ao longo e sob as estrias de substâncias que provocam uma reação do organismo estimulando também a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se degeneraram. Além disso, a própria passagem da agulha provoca uma discreta subcisão.

• microcorrente galvânica: sendo a mais conhecida o STRIAT, tem o objetivo de provocar um processo inflamatório agudo no tecido acometido pela estria, para que haja uma regeneração do mesmo.

Alguns estudos recentes demonstram também bons resultados com laser e luz pulsada.

Como evitar?

Como visto, não existe um tratamento que devolva a aparência anterior da pele, portanto mais importante que tratar, é prevenir.

O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal. Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande..

A hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes é fundamental, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias. Existem inúmeros marcas de hidratante no mercado, no caso de mulheres grávidas é sempre bom pedir a opinião de seu médico antes de escolher uma delas, pois alguns produtos podem trazer em sua formulação componentes contra-indicados para gestantes. Óleos de amêndoa ou de sementes de uva também podem ser adotados como hidratantes naturais, podendo ser usados durante o banho. Basta espalhar o óleo pelo corpo, dar uma rápida enxaguada e secar delicadamente. A ingestão diária de líquidos é muito importante, deve-se beber pelo menos 8 copos de água por dia (2 litros).

Como as estrias estão associadas ao ganho rápido de peso, uma dieta saudável e balanceada evitando o consumo de doces e gorduras, evita o efeito sanfona. Alimentos que contenham vitaminas A, C e E ajudam na formação do colágeno.

Nas meninas, na fase da puberdade, estes cuidados são muito importantes, pois é nessa época que costumam surgir às estrias nas nádegas, coxas e mamas. Nos rapazes, a fase do "estirão" pode causar estrias horizontais no dorso do tronco. A gestante deve pedir aconselhamento ao seu obstetra para uma dieta saudável e equilibrada.

Em conjunto com a alimentação a prática constante de exercícios físicos é muito importante, pois contribui para manter o peso sob controle e melhora a qualidade da pele por ativarem a circulação do sangue. Antes da realização de exercícios procure orientação de um especialista, para elaboração de um programa de exercícios físicos de maneira correta, sem excessos que possam contribuir com a saúde e com a estética corporal.

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.                                                         10 de Setembro de 2009



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