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Artigos de saúde

As novidades em contracepção hormonal

Neste artigo:

- Introdução
- Implante subdérmico
- Adesivo
- Anel vaginal
- Considerações finais

“A pílula anticoncepcional revolucionou os métodos contraceptivos e trouxe maior independência para as mulheres. Hoje, novas tecnologias têm sido criadas para a contracepção hormonal, que trazem como grande vantagem uma maior praticidade, sem a preocupação diária com a contracepção. Conheça aqui as novidades em contracepção hormonal, algumas das quais foram eleitas como as melhores invenções do ano”.

Introdução

A história da contracepção hormonal é relativamente recente, sendo uma das descobertas que mais influenciaram o comportamento da humanidade e, principalmente, das mulheres. O primeiro contraceptivo oral disponível no mercado foi lançado em 1960, mas somente após a década de 70 iniciaram-se os estudos relacionando eficácia, dosagem de esteróides e efeitos adversos. Hoje novas vias de administração estão sendo estudas e muitas já tem eficácia comprovada e já estão no mercado.

Os hormônios presentes nos contraceptivos atuam inibindo a ovulação e provocando alterações físicas que dificultam a chegada do espermatozóide até o óvulo.

Implante subdérmico

O Implanon® é um dispositivo do tamanho de um palito de fósforo, mede 4 centímetros de comprimento por 2 milímetros de diâmetro, e deve ser inserido entre os músculos bíceps e tríceps.

O contraceptivo libera o hormônio Etonogestrel em dose bem baixa, mas suficiente para inibir a ovulação durante três anos. Oito horas depois de colocado, já libera hormônio para evitar a gravidez.

O método contraceptivo possui outras vantagens, diminui a tensão pré-menstrual, as cólicas e o fluxo menstrual. Nas mulheres usuárias, 20% ficam totalmente sem menstruar; 20% inicialmente menstruam normalmente, mas 6 meses após o uso, menstruam de forma mais espaçada; e 60% passam a ter o fluxo menor do que antes.

Como é aplicado

Primeiro anestesia-se o braço. Depois, o contraceptivo é inserido por meio de um aparelho parecido com uma caneta, no qual dentro, fica o contraceptivo. Uma agulha é introduzida no braço da paciente que libera o dispositivo que fica entre o bíceps e o tríceps. Pode ser realizado no consultório médico.

Eficácia e Efeitos Colaterais.

O contraceptivo foi testado no sudoeste da Ásia, na Europa, nos Estados Unidos e na China, em 2.300 mulheres, durante três meses. Nenhuma delas engravidou.
Durante essas pesquisas, foram relatados alguns efeitos indesejáveis subjetivos, porque não ficou comprovado se foram causados pelo contraceptivo ou tiveram causas psicológicas, mas entre 5% das pacientes houve cefaléia, um ganho de peso de 1,5 a 2 quilos em 12 meses, acne, dor mamária, queda de cabelo e alteração da libido e do humor.

Contra-Indicação

O método é contra-indicado, no entanto, para quem está grávida ou com suspeita de gravidez. Também para quem teve trombose recentemente, sangramento uterino não diagnosticado e doença hepática grave.

Adesivo

EVRA, produzido pela Janssen-Cilag, é o primeiro anticoncepcional transdêrmico e foi eleito pela revista “Times” uma das melhores invenções de 2002. Os adesivos contêm hormônios similares aos encontrados nas pílulas, com eficácia semelhante e as contra-indicações são as mesmas para qualquer contracepção hormonal. A vantagem é que as mulheres só têm que se preocupar com a contracepção uma vez por semana e é muito fácil de usar, além de diminuir alguns dos efeitos colaterais dos anticoncepcionais orais, como por exemplo, as náuseas.

Modo de uso

A primeira aplicação do adesivo deve ser feita no primeiro dia da menstruação, ou no primeiro domingo após o início do ciclo, e utilizado por uma semana. No 8º dia, ou seja, no mesmo dia da semana em que aplicou o primeiro adesivo, a mulher deve retirar o adesivo antigo e colocar um novo para a segunda semana. No 15º dia deverá se repetir o procedimento. No 22º dia o adesivo deverá ser retirado e se iniciará um período de sete dias sem o uso do mesmo. No mesmo dia da semana se iniciará um novo ciclo de adesivos.

Os adesivos deverão ser aplicados em região de pele saudável, limpa e seca, como: nádegas, parte superior e externa do braço, abdome ou parte superior do tronco (exceto mamas). A mulher pode fazer exercício, nadar, tomar banho com o adesivo. E, devido a sua pequena espessura pode ser facilmente usado embaixo da roupa.

Eficácia

Os estudos já realizados mostram um Índice de Pearl (número de gravidezes por 100 mulheres no período de um ano) de 0,59 para o uso correto a 0,71 para os casos de uso incorreto da usuária.

Anel Vaginal

NUVARING® é um anel vaginal contendo Etonogestrel e Etinilestradiol que é colocado na vagina no primeiro dia do ciclo menstrual, isto é, no primeiro dia da menstruação, NUVARING® começa a agir imediatamente. Você não precisa utilizar nenhum outro método contraceptivo. Você pode, também, inserir entre os dias 2 e 5 mas, nesse caso, se tiver relações sexuais durante os 7 primeiros dias de uso de NUVARING,® não se esqueça de utilizar, também, um preservativo ("camisinha"). Siga essa orientação apenas quando usar NUVARING pela primeira vez. Esse contraceptivo vaginal recebeu o prêmio de melhor invenção de 2001 na área de saúde, concedido pela revista norte-americana “Times”.

Modo de usar 

O NUVARING®   um anel de plástico transparente e maleável de cerca de 5 centímetros de diâmetro. Implantado na vagina por três semanas, com o calor do corpo, ele libera doses contínuas de hormônios sintéticos derivados de estrógeno e progesterona, evitando a concepção. Ao fim desse período, o anel é retirado e, depois de uma semana de intervalo, a usuária coloca um novo anel.

Vantagens e contra-indicações

O novo contraceptivo contém doses menores de hormônios que a pílula, pois age localmente. Por isso, o anel causa menos efeitos colaterais, como náuseas, vômito e inchaço. Outra grande vantagem é que pode ser usado durante todo o mês, evitando as falhas por esquecimento.

As contra-indicações do anel vaginal são as mesmas da pílula. O NUVARING®  não deve ser usado por mulheres com pressão muito alta, que já tiveram trombose, infarto e câncer de mama e por fumantes com mais de 35 anos.

Considerações finais

As novas tecnologias trazem maior praticidade e liberdade para as mulheres. Diante das inovações na contracepção hormonal a mulher, juntamente com o seu ginecologista, deve avaliar qual o método mais adequado para ela.

É importante ressaltar que os métodos anticoncepcionais hormonais não previnem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), onde está incluída a AIDS. Portanto são necessários cuidados adicionais, como o uso de preservativo e limitação de parceiros.

Copyright © Bibliomed, Inc. 14 de Julho de 2003. Revisado em 20 de agosto de 2014.



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