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Pedra na Vesícula: Havia uma Pedra no Meio do Caminho...

Neste Artigo:

- A Vesícula Biliar
- As Pedras no Caminho
- Os Sintomas
- Tipos de Exames
- Cirurgias – Ontem e Hoje
- Período de Convalescença
- Outras Informações
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Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra... são versos de Drummond, que muitas vezes são significativos para tantas pessoas. Pedra, cálculo, litos, colelitíase são nomes dados ao problema de pedras na vesícula, que na verdade se chama colecistite. Para remover a pedra no meio do caminho, vamos ver aqui o que elas significam e o que a medicina, hoje, já pode fazer.

A Vesícula Biliar

A vesícula biliar, ou simplesmente vesícula, é uma espécie de reservatório ou estrutura cuja função é a de armazenar a bile, que é um líquido alcalino, castanho-amarelado ou verde, segregado pelas células do fígado.

Segundo o Dr. Hugo Gonzalez Longoria, do México, a vesícula possui a forma de um saco e está localizada abaixo do fígado, este, por sua vez, um órgão grande e delicado que fica na parte superior direita de nosso abdômen.

Explicada pelos médicos da Clínica Marquesini, de Curitiba, no estado do Paraná, sul do Brasil, como sendo um órgão em forma de pêra, no lobo direito logo abaixo do fígado, a função da vesícula é, portanto, coletar e concentrar a bile que é produzida no fígado. O Dr. João Batista Marquesini explica que a vesícula se contrai, durante a alimentação, liberando a bile que passa pelo colédoco (canal condutor) e chega ao intestino, encontrando o alimento.

Em circunstâncias normais, portanto, a bile cumpre seu papel, a não ser quando a vesícula se encontra com pedras ou cálculos, que nesse caso requerem tratamento para a doença chamada colecistite.

As Pedras no Caminho

O Dr. Longoria explica que a bile é uma mistura de diversos componentes e que quando essa mistura, por alguma razão, não está em suas proporções normais, predominando algum componente ou havendo falta de outro, tal alteração propicia a formação de minúsculos cristais. Esses cristais se juntam, formando os cálculos, diz ele, como se uma limonada tivesse, por exemplo, uma quantidade excessiva de açúcar que, ao invés de se dissolver, se junta grão a grão formando pequenas pedras.

Essas pedras, ou cálculos, diz o Dr. Marquesini, têm tamanhos variados e também diferem em quantidade, sendo em geral formadas a partir do colesterol e/ou dos sais biliares. Não se sabe ainda porque as pessoas formam pedras, nem há como se prevenir para que elas não se formem, relata este.

Mas, de acordo com o Dr. Marchesini, pode-se medir seus efeitos. As pedras bloqueiam a única saída da vesícula, impedindo o fluxo da bile e provocando aumento de pressão na vesícula, que causa inchaço ou edema, seguido de infecção – a colecistite aguda. Nesse estágio, ele diz, se a pedra conseguir passar para o canal da bile, a pessoa pode ficar amarela e ter complicações sérias.

Sabe-se também, relata o Dr. Longoria, que a alimentação rica em gordura (carne, ovos e produtos lácteos) contribui para o desequilíbrio da vesícula, sobrecarregada pelo colesterol. Este, não sendo solúvel em água, se precipita no fundo da vesícula e aos poucos vai se formando um grupo de pedras que podem atingir 1 a 2 cm.

Os Sintomas

O Dr. Marquesini explica que a pessoa sente uma dor intensa tipo cólica sob a costela direita, vômito e febre. Há muitas formas de manifestação da colecistite, sendo que algumas pessoas não apresentam sintomas durante anos, mesmo quando estejam formando cálculos. Segundo Dr. Longoria, a colecistite crônica é a mais comum e é mais suportável, enquanto que a colecistite aguda leva imediatamente a pessoa ao hospital, com dores descritas como feridas, de tão intensas. Outros sintomas podem ser a coloração amarela, ou icterícia, na pele e nos olhos.

Tipos de Exames

São necessários exames radiológicos quando o caso é mais complexo, relata o Dr. Marchesini, porém, em geral, o exame mais comum é a ecografia (ultra-som).

Quando confirmado o diagnóstico, relata o médico, é indicada a remoção da vesícula como o tratamento mais seguro, pois os cálculos de vesícula não desaparecem com o tempo e qualquer tentativa que não seja a cirurgia não obtém sucesso. Podem ocorrer melhoras, lembra Dr. Marchesini, mas em um período seguinte o problema pode retornar com mais complicações.

Cirurgias – Ontem e Hoje

Antigamente, uma cirurgia de vesícula deixava enorme cicatriz, provocava dor intensa e mantinha a pessoa hospitalizada por uma semana, além de um período de repouso de pelo menos outras seis semanas. Hoje, diz Dr. Marchesini, com a técnica da colecistectomia videolaparoscópica, o paciente sofre muito menos. A remoção da vesícula biliar é uma das cirurgias mais praticadas, relata o médico, sendo a maioria realizada por via laparoscópica, que permite incisão pequena, quase não deixando cicatriz.

Para isso, ele diz, a pessoa deve ficar em jejum a partir da meia-noite e, no dia da cirurgia, tomar banho normalmente pela manhã. Deve avisar o seu médico se tiver problemas de obstipação crônica, se usa medicamentos diariamente, além de anticoagulantes e aspirinas. A cirurgia é feita com anestesia geral, sendo dados apenas um ou dois pontos na pele, ao término da mesma.

Período de Convalescença

A dor pós-operatória é muito menor que a da cirurgia convencional, diz o Dr. Marchesini, e em geral o paciente fica um dia internado no hospital e retorna às atividades normais em 10 a 15 dias. Sendo uma cirurgia abdominal, haverá certamente alguma dor pós-operatória, além de ser possível ocorrer náusea e vômito nas primeiras 12 horas, mas os efeitos hoje são muito menores que os de antigamente, nas cirurgias convencionais.

O Dr. Marquesini lembra que se uma dieta líquida for bem tolerada e não houver vômito, o paciente recebe alta no dia seguinte. Ele pode sair da cama logo após a cirurgia e a recuperação é gradual, sentindo-se a pessoa bem melhor no dia seguinte, e retirando os pontos dentro de uma semana.

Entretanto, o paciente deve se comunicar com seu médico se apresentar febre, aumento da dor ou inchaço no abdômen, tosse contínua, respiração ofegante, dificuldade de engolir ou secreção na ferida após a cirurgia, ou algum outro tipo de desconforto.

Outras Informações

- O Dr. Marquesini lembra que, em alguns casos, a cirurgia laparoscópica não pode ser realizada, devido a impedimentos do paciente como inflamação muito intensa, obesidade excessiva, dificuldades anatômicas ou outros fatores, e que neste caso ele deve conversar bem com seu médico para ver quais resultados poderão existir e que medidas tomar.

- A média da volta do paciente às atividades é de sete dias, que pode ser também de até 4 semanas quando essas atividades exijam maior esforço.

- O risco de uma cirurgia por meio de laparoscopia é o mesmo da cirurgia aberta, embora no primeiro caso haja menor risco de se formar uma hérnia no local da incisão. Em todo caso, diz Dr. Marquesini, é uma cirurgia considerada segura.

Copyright © 2000 eHealth Latin America                 28 de Novembro de 2000


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