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Artigos de saúde

Câncer de Seio II

Neste Artigo:

- Os Fatores Hormonais
- As Evidências
- Elementos de Diagnóstico
- Provas Mais Específicas
- Existe Terapia Hormonal Para o Câncer de Mamas ?
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Os Fatores Hormonais


Dentro das teorias estabelecidas para determinar um câncer de mamas por razões hormonais, existem ainda, grandes vazios, sustenta a Dra. Patricia Nuñez de Montserrat.

A comunidade científica têm desenvolvido interessantes debates a respeito dos efeitos dos hormônios de maneira positiva ou negativa, já que em alguns casos os hormônios podem ajudar em uma possível recuperação ou podem converter-se em um acelerador do câncer de mamas, sustenta Nuñez.

Os pesquisadores têm passado décadas investigando o papel do hormônio natural feminino, o estrógeno, e o papel das pílulas anticoncepcionais que o contêm, no desenvolvimento do câncer de seio. Depois de todos estes anos, entretanto, ainda não há nenhuma resposta clara.

As Evidências

Na atualidade, os especialistas não possuem evidências quanto ao fato que os anticoncepcionais orais “disparem” o câncer de seio (ainda que o estrógeno tenha originado tumores em animais de laboratório).

Um estudo dirigido pelos Centros Federais para a Prevenção e o Controle da Enfermidade nos Estados Unidos encontrou mulheres, ainda que em grupos de alto risco, que usaram o anticoncepcional oral durante períodos prolongados de tempo, e não apresentaram maior risco de câncer de seio que aquelas que não tomaram a pílula.

Além disso, alguns estudos da Liga Colombiana de Luta Contra o Câncer têm encontrado que os anticoncepcionais orais que combinam estrógeno com outro hormônio, poderiam oferecer realmente alguma proteção contra o câncer de seio.

Sofia Parejas, investigadora argentina diz que se a pílula promove o câncer de seio, nós já deveríamos ter visto um incremento da enfermidade. Há, entretanto, algumas condições; os médicos ainda recomendam ter cuidado com as mulheres acima de 35 anos, a quem se adverte que não usem anticoncepcionais orais devido a multiplas razões, incluindo a possibilidade crescente de um ataque fulminante.

Também acredita-se que o estrógeno pode acelerar o desenvolvimento de um câncer de seio já existente, em mulheres geneticamente suscetíveis.

E se tem encontrado que, uma vez existente o câncer de seio, o hormônio estimula o seu crescimento em uma percentagem significativa, especialmente naquelas mulheres que desenvolvam lesões benignas de seio depois de ter começado a tomar suplementos estrogênicos.

Sustentam os Centros Federais que outro dos riscos é o ambiente hormonal adverso. A nuliparidade aumenta o risco em três vezes, sendo a gravidez, de certo modo, uma proteção contra o câncer de mamas, sobretudo se tiver o primeiro filho antes dos 18 anos, porém se tiver depois dos 28 anos o risco aumenta quatro vezes.

Segundo a Dra. Sonia Rincón, não há indícios que a lactância, nem os estrógenos recebidos com a administração de anticoncepcionais possam aumentar as possibilidades de sofrer de um câncer de mamas.

Apesar disso, agrega Rincón, uma das razões pela qual os Estados Unidos encontra-se como um dos países com maiores índices de câncer de mamas, é o estímulo que existe para utilização de anticoncepcionais para evitar doenças e a gravidez.

O começo da menstruação antes dos 10 anos ou a menopausa tardía são fatores onde podem-se encontrar mudanças hormonais, e assim serem causadores da doença, acredita a doutora.

O assunto é tão grave, que segundo o “Comitê Associado Americano do Câncer”, durante o ano de 1996 foram diagnosticados, nos Estados Unidos, 214.300 mulheres com câncer de mamas, e no mesmo período, morreram 44.300 mulheres desta terrível doença.

Elementos de Diagnóstico

Para verificar a natureza dos sintomas observados, o médico conta com vários elementos que o permitem ter uma visão mais completa dos seios:

· Ultrasonografia ou ecografia: ofereçe uma imagem do seio e das formações estranhas que se aloje em sua estrutura.

· Citopulsão ou aspiração: consiste na extração, mediante uma agulha, de líquidos e células provienentes da massa estranha, para ser estudada sob o microscópio.

· Mamografia: é uma imagem muito exata do tecido dos seios, tomada para identificar possíveis massas nas mamas.

· Biópsia: extração de uma porção muito pequena de tecido para ser estudado no laboratório e determinar se é maligno.

· Ressonância magnética: técnica baseada em imagens ainda mais exatas que a mamografia e a ecografia.

Provas Mais Específicas

O tecido maligno deve ser também avaliado para os receptores de estrógeno e progesterona.

A “medição de receptores hormonais” ajuda a prever se alguns hormônios têm influência sobre o crescimento do câncer. Quando o resultado é positivo, significa que a mulher possui maior probabilidade de responder a terapia hormonal e tem, também, um melhor prognóstico.

Existe Terapia Hormonal Para o Câncer de Mamas ?

A Dra. Patricia Nuñez de Montserrat fala sobre esta possibilidade. O estrógeno (hormônio sexual feminino) está intimamente ligado ao ciclo menstrual e a reprodução.

Os ovários produzem estrógenos até a menopausa. A menopausa natural ocorre ao redor dos 50 anos. A menopausa induzida ocorre quando os avários são removidos ou sua função é destruída.

É importante saber, acrescenta a médica, que a quimioterapia para o câncer de mama induz à menopausa, sobretudo na mulher que encontra-se ao redor dos 50 anos. Há muitas teorias a cerca do papel dos estrógenos e do câncer de mama.

Muitas delas não foram provadas, entretanto, a base da hormônioterapia neste tipo de câncer é bloquear e contrarrestar o efeito do estrógeno sobre a célula cancerosa.

Para saber se a terapia hormonal é útil ou não, o patologista deve realizar na amostra de tecido tumoral, um exame de receptores estrogênicos da mama; receptor de estrógenos positivo significa que o câncer pode responder a terapia antiestrogênica; receptor de estrógenos negativo significa o contrário. A terapia hormonal pode ser utilizada sozinha, ou com a quimioterapia.

Os especialistas sustentam que estar alerta e realizar exames periódicos é importante, devido a que mais de 45.000 mulheres morrem por ano desta doença, e o Conselho Federal alerta que os especialistas dizem que uma de cada nove mulheres na América, desenvolverá o câncer de mamas.

Quem corre mais riscos são as mulheres maiores de 65 anos, as que já tenham tido câncer em uma mama, as que possuem um familiar direto como a mãe ou a irmã com câncer de mamas, as que não engravidaram ou tiveram a primeira gestação depois dos 30 anos de idade.

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