Publicidade

Artigos de saúde

Menopausa: A Vida Continua

Ao redor dos 40 anos, aparecem nas mulheres os primeiros avisos do cessar paulatino da função cíclica dos ovários e da menstruação. Hoje em dia os avanços da medicina, o aumento da longevidade e as mudanças do papel da mulher na sociedade, tornam cada vez mais evidente que a menopausa não implica em aposentar-se como mulher e que a perda da menstruação não é sinônimo de envelhecimento.

Dentro do ciclo vital das mulheres, o climatério é um período que dura de 15 a 20 anos, e que compreende três etapas: pré, peri e pós-menopausa. Aproximadamente ao redor dos 40 anos, a função dos ovários começa a decrescer diminuindo tanto a freqüência da ovulação como a produção dos estrógenos (hormônios femininos).

Quando a redução do nível de estrógenos é suficientemente importante, que não permite a proliferação do endométrio (mucosa uterina), desaparece a menstruação. Isto acontece, em média, ao redor dos 50 anos.

Os sintomas mais freqüentes

Os famosos e conhecidos calores ocorrem em 80% das mulheres, mas somente em 20% são severos. Estes sintomas podem manter-se nestes casos durante 5 anos. Os fogachos duram de 30 segundos a 5 minutos e podem ser seguidos de calafrios.

Nesta estapa da vida também é comum que apareça um maior nervosismo, mudanças de humor, ansiedade, irritabilidade, insônia, fadiga, diminuição da libido, e às vezes, depressão. Não é raro que apareçam vontade de chorar e apreensão sobre o futuro, a saúde e a feminilidade.

Em algumas ocasiões, a mulher pode sentir náusea, ter sensação de formigamento e sentir que os batimentos cardíacos estão mais acelerados. Também pode ter incontinência urinária, infecções urogenitais e sentir dor durante o coito, devido a secura vaginal.

Problemas associados

Segundo as autoridades da Associação Argentina para o estudo do Climatério e os chefes dos serviços de ginecologia dos hospitais públicos, hoje agrupados no Programa CEDE (Campanha de Deficiência de Estrógenos), destinada a que as mulheres tomem consciência dos controles e tratamentos médicos disponíveis para melhorar sua qualidade de vida, os transtornos que se relacionam com a menopausa são:

- Osteoporose: o estrógeno fixa o cálcio nos ossos. Devido a isto, a partir da menopausa, as mulheres têm uma perda anual de 2 a 4 % da massa óssea, e estão mais expostas a ter fraturas.

Está comprovado que deixar de fumar, diminuir a ingestão de álcool, realizar atividade física adequada e alimentar-se com uma quantidade suficiente de cálcio (que pode incluir suplementos indicados pelo médico) são hábitos saudáveis que ajudam na prevenção da osteoporose.

- Doenças vasculares: a diminuição de estrógenos produz um aumento do chamado mau colesterol (LDL) e uma diminuição do chamado bom colesterol. Isto faz com que aumente a incidência das doenças cardiovasculares após a menopausa.

- Funções vitais: o programa CEDE assinala que as mulheres têm mais probelmas de vista que os homens a partir do climatério. Durante esta etapa também é alta a incidência do Mal de Alzheimer.

- Câncer: tanto o de mama como o de útero também são doenças de risco a partir desta etapa.

Prevenção e tratamento

Existe uma bateria de exames básicos com os quais deveria chegar toda a mulher aos 45 anos. Papanicolaou, uma colposcopia, uma mamografia e uma ecografia transvaginal.

É bom saber que há solução para muitos dos problemas que podem aparecer, e que nem sempre é farmacológica. A possibilidade de falar sobre o que está acontecendo e o que está sentindo, a atividade física adequada, os hábitos de vida saudáveis, as relações afetivas, são fatores que influem positivamente na readaptação da mulher a este novo ciclo vital.

Dentro dos tratamentos farmacológicos, a terapia hormonal com estrógenos é uma eleição sempre e quando não esteja contra-indicada, devido a que os estrógenos provocam efeitos secundários e possuem riscos a longo prazo, ao mesmo tempo que benefícios.

Os estrógenos são administrados em forma de comprimidos ou de adesivos cutâneos.As terapias locais têm uma menor carga hormonal e apresentam-se em forma de cremes e óvulos vaginais. Também podem ser indicados fitoestrógenos; ou seja, de origem natural que são encontrados em vegetais, e que têm uma ação muito suave. Os orientais tratam os sintomas da menopausa com hervas naturais.

Quanto aos rescaudos da terapia de reposição hormonal com estrógenos, em geral está contra-indicada nos casos de diabetes e de antecedentes familiares de câncer de mama.

O sangramento vaginal como produto da medicação pode ser um efeito adverso que deve ser informado ao médico. Por outro lado, o risco aumentado de câncer de endométrio desaparece com o uso de terapias combinadas com progestágenos.

Às mulheres que não podem tomar estrógenos, podem ser prescritos fármacos ansiolíticos, progesterona ou clonidina para reduzir o mal estar dos fogachos. Os antidepressivos também aliviam a ansiedade, a depressão, a irritabilidade e a insônia.

Sexualidade e menopausa

As mulheres ao chegarem a menopausa abandonam a sua sexualidade, e sentem diminuída sua condição de mulher. Levando-se em conta que a mulher vive muitos anos depois do climatério, a decisão de atravessar o último terço da vida da melhor forma é fundamental.

Os sexólogos concordam que o climatério não marca o fim da vida sexual, ainda que ocorram algumas mudanças na forma de experimentá-la. O desejo sexual não diminui, ainda que os estrógenos e a progesterona desapareçam, a testoterona, hormônio que se encontra em grande quantidade nos homens e que é responsável pelo desejo em ambos os sexos, não diminui com a idade.

A falta de lubrificação vaginal pode causar dores ou irritação durante o ato sexual devido a que o organismo já não possua uma proteção natural contra a fricção. Existem no mercado lubrificantes de origem vegetal que são muito efetivos. Consulte o seu ginecologista. Além disso, uma maior atividade sexual melhora a lubrificação.

Outro segredo é praticar exercícios pélvicos. Contraindo os músculos pubis-coccígenos que encontra-se na entrada da vagina melhora a firmeza dos seus tecidos, e a qualidade dos orgasmos (o orgasmo é um reflexo muscular). Podem-se realizar várias repetições ao dia destes movimentos, similares aos que se necessita para interromper a micção.

Finalmente, a mulher necessita muito mais tempo para alcançar a excitação, e com ela a lubrificação. Isto deve-se à causas biológicas e não psicológicas: requer cinco vezes mais tempo de irrigação sanguínea para alcançar o orgasmo. E isto se consegue com muitas carícias e carinhos.

Copyright © 2000 eHealth Latin America



Publicidade

Dicionário Médico

Digite o termo desejado

buscar

Ou clique na primeira letra do termo: