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Artigos de saúde

O Dilema das Próteses de Silicone

Usar ou não usar? Esta é a questão. Ainda que nos Estados Unidos esteja suspensa a colocação de próteses mamárias com finalidade estética, as técnicas usadas para reconstituição em casos de má formação ou conseqüências pós-traumáticas (por exemplo, em acidentes automobilísticos, mastectomias e etc.) são uma área de contínua negociação com o “Food and Drug Administration”, o organismo que regula as práticas médicas e farmacológicas norteamericanas.

A medida pode suscitar perguntas como: Por que as proibiram? Fazem mal? Se fazem, por que seguem utilizando em cirurgias reconstrutivas? O Dr.Jorge Pedro, médico da divisão de cirurgia plástica do Hospital de Clínicas da Universidade de Buenos Aires, sugere que não existe nenhuma relação entre os implantes mamários e o câncer de mama.

“Não há estudos que demonstrem que as mulheres que tenham implantes mamários, tenham maior probabilidade de desenvolver câncer de mama do que as que não possuem implantes - explicou Dr. Pedro - , ainda que também não existam estudos que provem o contrário” - completou.

Atualmente, uma de cada dez mulheres no mundo desenvolvem câncer de mama. “De fato, em um sentido os implantes trazem benefícios- comentou o especialista – porque as mulheres que os colocam devem visitar o médico regularmente. Desta forma, no caso de possuírem um tumor, provavelmente este será detectado precocemente” – assegurou-.

O cirurgião plástico ao indicar a mastoplastia de aumento, deve estudar muito bem a paciente. No estudo pré-cirúrgico habitual- exame de sangue, raio x de tórax, eletrocardiograma, risco cirúrgico-, deve-se acrescentar uma mamografia e/ou ecografia mamária segundo cada caso, e completar o estudo mamário com uma visita ao mastologista ou ginecologista, quem revisará a paciente, investigará seus antecedentes, avaliará os estudos e autorizará em definitivo a intervenção.

Exames de controle

Segundo o Dr. Pedro, é conveniente realizar também um exame reumatológico antes da cirurgia, que consiste em um exame de sangue especializado e uma visita ao reumatologista para detectar uma doença autoimune anterior a intervenção. Os dados obtidos servirão de parâmetro para seguir a evolução posterior, ainda que a investigação científica atual no mundo não encontrou nenhuma relação entre próteses mamárias e a produção de câncer ou doenças reumatológicas.

Em geral, com ou sem implantes, é aconselhável que mulheres maiores de 45 anos (e idealmente a partir dos 40 anos), realizem pelo menos uma vez ao ano uma mamografia de controle. A mamografia permite um diagnóstico precoce do mal, antes que o tumor alcance o tamanho de um centímetro, que é quando pode ser detectado pela palpação. O diagnóstico precoce é essencial para a sobrevida da paciente já que “entre 95 e 100% dos casos de diagnóstico precoce são curáveis”- informou Dr. Pedro, que ao mesmo tempo esclarece: - “o implante mamário é opaco aos raios X da mamografia, dificultando o diagnóstico. Nestes casos, é indicado que a paciente alerte ao especialista e este a realizará com uma manobra especial que basicamente empurra a prótese para trás deixando livre a glândula mamária, para que esta se faça visível.”

Outra técnica que se recomenda para as mulheres com implantes é a ecografia mamária, que também detecta pequenas lesões não palpáveis.

Veja ainda no  Arquivo de Boa Saúde:

BRASIL: Projeto Restringe o Uso de Silicone no Organismo

Implante de Silicone não Aumenta Risco de Câncer, Diz Estudo

Uso restrito do silicone é aprovado no Senado Federal

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