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Retinopatia Diabética: Conheça a Importância da Avaliação Médica

A avaliação oftalmológica de todos os pacientes diabéticos é uma forma de prevenção da retinopatia diabética, que se não for tratada, poderá em alguns casos, levar à cegueira.

A advertência é do especialista em oftalmologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Píndaro Dias Massote que reforça a comprovada eficiência das diversas formas de tratamento que existem atualmente. Entre os métodos de tratamento, destaca-se a fotocoagulação a laser.

Segundo os estudos, a prevalência de retinopatia está fortemente relacionada com a duração do diabetes. Após vinte anos de diabetes, aproximadamente todos os pacientes com diabetes do tipo 1 e mais do que 60% dos pacientes com diabetes do tipo 2 possuem algum tipo de retinopatia.

“É sabido que o risco de perda de visão nos pacientes com diabetes do tipo 1, durante os cinco primeiros anos da doença ou antes da puberdade nunca ocorre.

Após os vinte anos de existência do diabetes, quase todos os pacientes com diabetes do tipo 1 desenvolvem retinopatia. Nos pacientes com diabetes do tipo 2, cerca de 21% deles já apresentam retinopatia quando é feito o diagnóstico de diabetes”, diz o especialista.

A progressão da retinopatia parte desde alterações não proliferativas leve, quando ocorre aumento da permeabilidade vascular retiniana, passando por moderada, até alterações graves, quando ocorrem áreas isquêmicas (falta irrigação de sangue em pequenos vasos da retina).

A próxima fase é a retinopatia proliferativa caracterizada pelo crescimento de novos vasos e tecido fibroso na retina e na superfície posterior do vítreo, podendo provocar trações retinianas até o descolamento e perda da visão nos casos mais avançados.

Controle

É muito importante o controle clínico sistêmico rigoroso para diminuir a velocidade da progressão da retinopatia, assim como as outras complicações, como por exemplo, as renais, neurológicas, etc.

É preciso ainda lembrar que a baixa da acuidade visual provocada por esta doença se deve, principalmente, ao edema macular (região central da retina edemaciada) e, nos casos de retinopatia proliferativa, se deve a distorção da retina por tração, descolamento de retina e até a hemorragia vítrea.

O especialista frisa que o exame oftalmológico deve ser realizado anualmente após os 5 anos do diagnóstico da diabetes nos casos do tipo 1. Já no tipo 2, cujo diagnóstico da diabetes pode ser tardio, porque em sua maioria é assintomático, deverá ser examinado na época do diagnóstico, pois muitos pacientes já apresentam algum tipo de retinopatia.

Outra forma de tratamento de comprovada eficiência, segundo Dr. Píndaro Massote, é a vitrectomia - retirada do humor vítreo através do uso de equipamento especializado, para os casos de edema macular grave e refratário ao tratamento por fotocoagulação a laser, para os casos de tração retiniana.

Necessidade

O exame de fundo de olho no diabético, explica o médico, avalia o risco de perda da visão, além de indicar a forma adequada do tratamento e estimar o estado vascular dos outros órgãos, sem a necessidade de ser invasivo, como também ser útil em várias outras doenças sistêmicas e do próprio sistema nervoso central.

As diversas especialidades da medicina já realizam o exame de fundo de olho rotineiramente devido à quantidade de informações que ele pode fornecer, destaca.

É importante frisar que o paciente diabético deverá ser submetido a exame oftalmológico, após os 5 anos do diagnóstico da doença e, a seguir, anualmente, e se já existir alteração importante, deverá ser examinado até a cada quatro meses.

Nos casos do tipo 2, deverá ser examinado na época do diagnóstico e a seguir anualmente; caso já existam alterações, o exame deve ser repetido a cada quatro meses.

Nos casos de mulheres diabéticas, a gravidez pode provocar um avanço no quadro da retinopatia diabética, por isso, a paciente deverá ser examinada, se possível antes da concepção e a cada 3 meses durante o período de gestação. De acordo com a ADA - American Diabetes Association, é recomendável que a paciente diabética se engravide mais jovem, enquanto o quadro da retinopatia ainda não se instalou ou ainda está em uma forma leve, segundo o médico.

O oftalmologista explica que não há ainda nenhuma forma de tratamento clínico local (colírios) que possa impedir a progressão da retinopatia, portanto, o tratamento através de raio laser ou cirurgia de vitrectomia poderá ser indicado em algumas formas. Assim, é preciso estabelecer a prevenção e a orientação médica para controlar o problema, finaliza.

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