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Medicamento Para Derrame Cerebral Freqüentemente é Usado de Modo Incorreto

O medicamento tPA, abreviação para ativador do plasminogênio tissular, é um potente medicamento para prevenção de seqüelas do acidente vascular cerebral, popularmente chamado de "derrame cerebral".

Ele é aprovado pela FDA (órgão nos Estados Unidos responsável pela liberação e controle de todos os medicamentos usados no país), e deve ser usado no máximo três horas depois do evento para que seja eficiente.

Ele age dissolvendo coágulos que "entopem" as artérias do cérebro, prevenindo assim que os pacientes que sofrem derrame apresentem seqüelas cerebrais. Se usado tarde demais, ele pode causar hemorragia, que pode ser fatal.

Dois estudos, publicados na edição de 1 de março do Journal of the American Medical Association, verificaram que a maioria dos hospitais não está seguindo as orientações para o uso deste medicamento, e que estas violações podem causar hemorragia no paciente ou mesmo a morte.

No primeiro estudo, pesquisadores liderados pelo Dr. Gregory Alberts da Universidade Stanford, na Califórnia, pesquisaram 57 centros médicos em todo o país. Dos 398 casos de uso do tPA que eles revisaram, 51 pacientes morreram, uma taxa de mortalidade de 13 %.

Em outro estudo, pesquisadores da Fundação Clínica Cleveland em Ohio, pesquisaram 3.948 pacientes com derrame cerebral tratados em 29 hospitais locais. O estudo encontrou que o protocolo de tratamento com tPA foi quebrado em quase metade dos casos, com alguns pacientes recebendo a droga seis horas após o derrame, três horas além do tempo limite recomendado.

O derrame cerebral é a terceira causa de morte nos EUA, sendo que a maioria deles acontecem pela presença de coágulos nas pequenas artérias do cérebro, o que leva à "morte" de partes do cérebro, e causando seqüelas incapacitantes como distúrbios da fala, da consciência, da visão, dos movimentos, etc.

O tPA é um medicamento muito eficiente na prevenção destas seqüelas, mas deve ser usado adequadamente, segundo o protocolo, pois seu uso fora das situações recomendadas têm sido causa importante de hemorragia e morte em pacientes com derrame cerebral.

Fonte: The Journal of the American Medical Association 2000;283:1145-1158, 1189-1191.

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