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Tratamento da Psoríase é Influenciado Pelo Sexo do Paciente

Um estudo publicado na edição de Abril da Journal of the American Academy of Dermatology observou que as mulheres têm menos possibilidade de serem tratadas com medicamentos potentes no controle da psoríase grave do que os homens.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Wake Forest em Winston-Salem, N. C., verificou que os homens apresentam uma "chance" três vezes maior do que mulheres de menos de 50 anos de receber medicamentos potentes para tratar a doença.

A psoríase é uma doença de pele que acomete 3% da população mundial. Fatores genéticos e imunológicos participam da deflagração da doença, mas as causas exatas ainda não são bem compreendidas.

O quadro clínico é um espessamento e descamação da pele, formando placas, que pode ser restrito a algumas áreas (articulações, couro cabeludo, genitália, etc.) ou ser generalizado. Pode haver ou não prurido. A forma mais grave e generalizada ocasiona para o paciente uma má qualidade de vida, pela estigmatização (é uma doença que causa repulsa pelo seu aspecto) e pelo próprio prurido.

A doença pode ser imprevisível, com "curas" e recidivas inexplicáveis, podendo ser deflagrada por estresse psicológico ou orgânico, entre outros fatores. A cura espontânea é muito rara, principalmente nas formas mais graves.

Uma das causas que podem levar as mulheres a serem tratadas menos adequadamente pode ser o fato de que muitos medicamentos orais utilizados para tratar a psoríase representam risco para mulheres grávidas, segundo o autor Dr. Alan B. Fleischer Jr. Estes medicamentos podem causar defeitos congênitos ou induzir o parto prematuro.

Como resultado, as mulheres acabam por ficar em desvantagem em relação ao tratamento, não usando toda a medicação que os homens utilizam.

Os pesquisadores verificaram que as mulheres afetadas por esta doença e que estejam em idade reprodutiva recebem, com maior freqüência do que os homens, o tratamento com luz ultravioleta, que é uma alternativa aos medicamentos orais.

Porém, este tratamento é menos conveniente do que usar a medicação oral para tratar a psoríase (é menos eficaz), e traz ainda o risco de câncer de pele.

O estudo não observou diferenças entre homens e mulheres no tratamento da psoríase leve.

Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology April, 2000.

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