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Mais Informações Sobre os Cálculos Renais

Como se sabe, a litíase urinária é um dos fatores etiológicos mais freqüentes das cólicas renais, em torno de 40% dos casos. A urolitíase e seus sintomas graves têm sido descritos há mais de dois milênios.

A real incidência é difícil de ser determinada, mas estima-se que aproximadamente 1% da população seja acometido durante algum período de sua vida. Nos homens, a freqüência é cerca de quatro vezes maior do que nas mulheres, e em ambos os sexos há recorrência.

Blacklock e Williams verificaram a recorrência da litíase após a formação do primeiro cálculo em 50% dos casos em até cinco anos e mais 60% no período de nove anos.

Os cálculos de oxalato de cálcio ou mistura de oxalato de cálcio com hidroxiapatita são os mais freqüentes na população litiásica.

A formação de cálculos é facilitada pela supersaturação urinária de certos compostos de baixa solubilidade em determinado pH. Existem mecanismos protetores ou inibidores da precipitação de cristais inorgânicos na urina, que são o citrato, o magnésio e o pirofosfato, e os orgânicos, como os glicosaminoglicanos.

Além destes, alguns compostos como o ácido úrico têm particular importância, pois são capazes de precipitar e formar cálculos, em um pH ácido, e também interferir na ação dos inibidores orgânicos, predispondo à formação de outros cálculos, como os de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio.

A presença de bactérias produtoras de urease, como Proteus, Klebsiella, Pseudomonas e outras, eleva o pH urinário, ocorrendo assim maior precipitação de oxalato de cálcio, compostos de fosfato e magnésio, que têm baixa solubilidade em pH alcalino, formando então o cálculo de estruvita.

As colônias de bactérias podem induzir a precipitação de cristais ao seu redor, o que é chamado de nucleação heteróloga, e também alteram a urodinâmica, devido aos efeitos de endotoxinas liberadas.

No tratamento, na fase aguda, deve-se dedicar maior atenção no sentido de se aliviar o sintoma de dor do paciente, o que pode ser conseguido com o uso de antiespasmódicos.

A litotripsia extracorpórea por ondas de choque é a terapia mais moderna para litíase, e está sendo empregada com freqüência cada vez maior. Está indicada principalmente na litíase ureteral proximal ou renal.

Noventa e sete por cento dos cálculos são fragmentados com um único tratamento, outros 2% necessitam de um segundo, e aproximadamente 1% exige outra forma de tratamento.

As contra-indicações para realização deste procedimento são discrasias sangüíneas, gravidez, cardiopatias graves, portadores de aneurismas aórticos ou de artéria renal, obstrução ureteral distal, sofrimento renal ou infecção urinária intratável ou urossepse.

Fonte: Manual de Urgências em Pronto-Socorro - 5a. Ed. - 1996.

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