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03 de novembro de 2026 (Bibliomed). Estudo coordenado pela University College London, no Reino Unido, descobriu que muitas pessoas com câncer de mama podem evitar a quimioterapia com segurança por meio de um teste genético, potencialmente poupando-as de efeitos colaterais desnecessários sem aumentar o risco de recorrência do câncer.
O estudo, que acompanhou mais de 4.400 pacientes no Reino Unido, Noruega, Suécia, Austrália, Nova Zelândia e Tailândia, foi concebido para reduzir o uso de quimioterapia desnecessária em pessoas com diagnóstico recente de câncer de mama.
A quimioterapia é oferecida regularmente a pessoas com câncer de mama em estágio inicial que se espalhou da mama para os linfonodos próximos, pois reduz o risco de recorrência da doença. Embora seja eficaz no geral, existe preocupação entre os médicos de que muitas pessoas com o tipo mais comum de câncer de mama, o hormônio-sensível, obtenham pouco ou nenhum benefício da quimioterapia, mas ainda sofram com seus efeitos colaterais significativos e, às vezes, perigosos.
O estudo utilizou um teste genômico chamado Prosigna, que mede a atividade de genes envolvidos no crescimento do câncer de mama. Ao contrário de alguns testes semelhantes, o Prosigna pode ser realizado por laboratórios do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) com o equipamento apropriado. O teste é realizado em amostras de tecido canceroso. Normalmente, são tumores removidos cirurgicamente, mas como o teste utiliza muito pouco tecido, também funciona com biópsias diagnósticas por agulha.
O estudo envolveu mulheres e homens cm 40 anos ou mais após cirurgia para câncer de mama hormônio-sensível. A maioria apresentava metástase nos linfonodos axilares, o que os colocava em alto risco de recorrência futura. Por isso, o tratamento usual incluía um ciclo de quimioterapia e comprimidos hormonais padrão, tomados por cinco a dez anos. Os participantes foram aleatoriamente designados para um dos dois grupos: Grupo de tratamento padrão: pacientes receberam quimioterapia seguida de terapia hormonal; e Grupo de tratamento direcionado: os pacientes tiveram seus tumores testados usando o Prosigna. Aqueles com pontuação alta (acima de 60) receberam quimioterapia e terapia hormonal, enquanto aqueles com pontuação baixa (menor ou igual a 60) foram tratados apenas com terapia hormonal. A radioterapia e outros tratamentos foram administrados normalmente em ambos os grupos.
Das 4.429 pessoas que participaram do estudo, mais de dois terços (68%) apresentaram uma pontuação baixa no Prosigna. Para este grupo, os resultados mostraram que os desfechos foram muito semelhantes, independentemente de ter sido administrada quimioterapia ou não. Cinco anos após o tratamento: 94,8% das pacientes que receberam quimioterapia juntamente com terapia hormonal estavam vivas e sem recorrência do câncer de mama; 93,6% dos pacientes tratados apenas com terapia hormonal também estavam vivos e sem recidiva.
Um teste estatístico mostrou que, no máximo, apenas 2% dos pacientes com baixa pontuação no Prosigna tratados com quimioterapia se beneficiarão desse tratamento. Isso sugere que, para pacientes com baixos escores no Prosigna, a quimioterapia oferece pouco ou nenhum benefício adicional, o que significa que muitas pessoas poderiam evitá-la com segurança, bem como seus efeitos colaterais.
Em geral, os resultados indicam que o uso do teste Prosigna para orientar as decisões de tratamento pode ajudar um número substancial de pacientes a evitar quimioterapia desnecessária sem comprometer os resultados.
Fonte: American Society of Clinical Oncology Annual Meeting 2026.
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