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16 de outubro de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Barrow Neurological Institute, nos Estados Unidos, descobriu que a idade da água, bem como sua fonte, pode afetar o risco de doença de Parkinson. Segundo o estudo, algumas águas podem ser mais propensas à exposição a neurotoxinas do que outras, e mais pesquisas serão necessárias para investigar os detalhes e como isso pode ser prevenido.
O estudo incluiu 12.370 participantes com doença de Parkinson, bem como mais de 1,2 milhão de controles pareados. Os participantes residiam em um raio de três milhas de mais de 1.000 locais de amostragem de água subterrânea. Os pesquisadores analisaram a idade da água subterrânea, as fontes de água potável e os tipos de aquíferos. Utilizaram esses dados para avaliar indiretamente a exposição a neurotoxinas.
Existem diferentes tipos de aquíferos, que recebem nomes em parte com base no tipo de rocha presente, como aquíferos de arenito ou aquíferos de rocha carbonática. Os pesquisadores examinaram 21 aquíferos principais em sua pesquisa. Eles determinaram a idade da água com base na ideia de que quando mais profunda, mais antiga é a água. Essa prática busca marcadores como isótopos naturais e gases manufaturados. Em geral, a água mais recente tem maior probabilidade de conter certos contaminantes, como pesticidas introduzidos pela ação humana.
Os pesquisadores levaram em consideração fatores como a residência urbana ou rural dos participantes e a poluição do ar em seus modelos de pesquisa. Os participantes que obtinham água potável de fontes abastecidas por aquíferos carbonáticos apresentaram um risco 24% maior de desenvolver a doença de Parkinson do que os participantes que obtinham água de outros tipos de aquíferos.
A água subterrânea mais antiga foi associada a um menor risco de doença de Parkinson, mas apenas em aquíferos carbonáticos. Nesse caso, para cada desvio padrão na idade da água, houve uma redução de 6,5% no risco de doença de Parkinson.
De modo geral, a água mais recente em sistemas carbonáticos apresentou um risco maior de doença de Parkinson quando comparada à água proveniente do Pleistoceno, ou seja, água mais antiga.
Fonte: American Academy of Neurology Annual Meeting 2026.
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