Notícias de saúde
29 de setembro de 2026 (Bibliomed). Pesquisadores da Katholieke Universiteit Leuven, na Bélgica, buscaram entender por que a doença de Parkinson pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa. Para isso, utilizaram a mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster), um organismo muito usado em pesquisas porque compartilha diversos genes e processos biológicos com os seres humanos. O objetivo era descobrir se alterações em diferentes genes ligados ao Parkinson produzem padrões distintos de sintomas e quais mecanismos biológicos estão envolvidos.
Os pesquisadores criaram diferentes grupos de moscas, cada um com alterações em genes relacionados ao Parkinson. Em seguida, observaram o comportamento desses animais por meio de testes que avaliavam a capacidade de caminhar e escalar, a coordenação motora, atividade física, envelhecimento e sobrevivência. Depois, compararam essas informações com análises moleculares para identificar o que estava acontecendo dentro das células.
Eles descobriram que nem todos os casos de Parkinson seguem o mesmo mecanismo biológico. Embora diferentes alterações genéticas possam causar sintomas parecidos, elas afetam as células de maneiras distintas.
Os pesquisadores conseguiram agrupar essas alterações em subgrupos moleculares, ou seja, conjuntos de doenças que compartilham mecanismos semelhantes. Resumidamente, o estudo mostrou que existem "tipos" de Parkinson que se parecem clinicamente, mas são diferentes em nível celular. Isso é importante porque, ao identificar subgrupos moleculares, torna-se possível desenvolver terapias mais específicas para cada mecanismo da doença. Essa abordagem é conhecida como medicina personalizada, na qual o tratamento é adaptado às características biológicas de cada paciente.
Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-026-70303-8.
Copyright © 2026 Bibliomed, Inc.
Veja também
todas as notícias