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23 de setembro de 2026 (Bibliomed). Alterações genéticas geralmente associadas a cânceres do sangue também podem estar envolvidas no desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo pesquisa publicada na revista Cell.
O estudo identificou mutações em células do sistema imunológico presentes no cérebro, chamadas micróglias. Essas células ajudam a eliminar resíduos e proteger os neurônios. No entanto, determinadas mutações podem torná-las excessivamente inflamatórias e potencialmente prejudiciais.
Os pesquisadores analisaram 149 genes relacionados ao câncer em amostras cerebrais de 190 pessoas com Alzheimer e de 121 pessoas sem a doença. Algumas alterações genéticas apareceram com maior frequência entre os pacientes com demência.
As mesmas mutações também foram identificadas em células sanguíneas. Uma possível explicação é que, com o envelhecimento ou após lesões, células do sangue possam atravessar a barreira que protege o cérebro e passar a atuar de maneira semelhante às micróglias. Essa entrada poderia intensificar a inflamação e contribuir para danos aos neurônios.
A descoberta ainda não permite prever ou diagnosticar o Alzheimer. Entretanto, pode estimular pesquisas sobre exames de sangue para identificação de risco e sobre medicamentos utilizados no tratamento do câncer como possíveis estratégias futuras contra processos inflamatórios envolvidos na demência.
Fonte: Cell. DOI: 10.1016/j.celrep.2026.117561.
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