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10 de setembro de 2026 (Bibliomed). As pessoas frequentemente buscam maneiras de melhorar a saúde cerebral e possivelmente prevenir problemas cognitivos como a demência. Uma área de interesse na pesquisa é o ácido docosahexaenoico (DHA), um ácido graxo ômega-3 que pode ser obtido por meio de peixes e suplementos.
Estudo realizado no Centro para Saúde Cerebral Personalizada (CPBH) da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, investigou se a suplementação com DHA traria benefícios cognitivos para pessoas com baixos níveis de ingestão de ômega-3. Para isso, foram selecionados 365 participantes, com idades entre 55 e 80 anos, que não apesentavam demência no início do estudo. Eles também apresentavam baixa ingestão de DHA e pelo menos um fator de risco para demência ou problemas cardiovasculares.
Os participantes receberam suplementação de DHA ou placebo durante 2 anos, com visitas de acompanhamento a cada 6 meses. Os pesquisadores avaliaram certas alterações cerebrais e também mediram os níveis de DHA no líquido cefalorraquidiano de alguns participantes.
Os resultados exploratórios incluíram a análise de componentes como biomarcadores plasmáticos da doença de Alzheimer e desempenho cognitivo. Os pesquisadores também coletaram amostras de sangue dos participantes para analisar as concentrações de ácidos graxos.
Duzentos e vinte e cinco participantes concluíram o estudo. Eles foram divididos em dois grupos: um submetido à punção lombar para coleta de amostras de líquido cefalorraquidiano e outro que não foi submetido ao procedimento. Quase metade dos participantes possuía o alelo APOE e4.
Em comparação com o placebo, a suplementação com DHA pareceu contribuir para o aumento dos níveis de DHA no líquido cefalorraquidiano após 6 meses. Isso se confirmou tanto para os participantes portadores do alelo APOE e4 quanto para os não portadores. Além disso, a suplementação com DHA também elevou os níveis sanguíneos de DHA.
Embora tenham ocorrido algumas alterações cerebrais ao longo do estudo, a suplementação com DHA não pareceu ter um impacto significativo. Em relação à função cognitiva, a suplementação com DHA não pareceu afetar os resultados, tanto para portadores quanto para não portadores do alelo APOE e4. Os resultados de segurança foram semelhantes entre os grupos placebo e intervenção.
Segundo os autores, esses resultados mostram que, embora o DHA tenha chegado ao cérebro por meio da suplementação, os resultados sugerem que ele não contribuiu para determinadas alterações cerebrais ou para a função cognitiva.
Fonte: eBioMedicine. DOI: 10.1016/j.ebiom.2026.106316.
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