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03 de setembro de 2026 (Bibliomed). Muito comum entre frequentadores de academia, a creatina é uma substância produzida naturalmente pelo organismo a partir de aminoácidos. Armazenada no músculo esquelético, ela é convertida em fosfocreatina, uma molécula essencial para regenerar o ATP, a principal portadora de energia do corpo.
É justamente essa capacidade de regenerar o ATP que chamou a atenção de pesquisadores, pois a creatina pode afetar diretamente músculos e cérebro, garantindo que as células possam manter suas funções durante períodos de atividade intensa ou estresse. Após cumprir sua função, a creatina é degradada em creatinina e eliminado através da urina.
No entanto, diversos fatores influenciam a forma como a creatina é armazenada e utilizada no corpo. Por exemplo, os tecidos só podem armazenar uma certa quantidade de creatina e os níveis individuais variam de pessoa para pessoa.
Diante de tantos benefícios, suplementos de creatina se tornaram populares. No entanto, as vantagens de seu uso variam de um paciente para outro. O protocolo de dosagem padrão para creatina envolve uma fase de saturação de 20 gramas por dia (dividida em quatro doses) durante 5 a 7 dias, seguida por uma dose de manutenção de 3 a 5 gramas por dia.
Pesquisas sugerem que homens e mulheres podem responder de forma diferente à suplementação de creatina devido a variações na massa muscular e nos níveis basais de creatina. Por exemplo, mulheres, que geralmente têm menores reservas de creatina muscular, podem experimentar maiores benefícios relativos. Da mesma forma, adultos mais velhos podem se beneficiar da capacidade da creatina de neutralizar o declínio da massa muscular, da densidade óssea e da função cognitiva relacionado à idade.
Vegetarianos e veganos, que podem obter pouca ou nenhuma creatina de suas dietas, frequentemente apresentam níveis basais de creatina mais baixos e podem experimentar efeitos mais pronunciados da suplementação em comparação com onívoros – embora nem todas as dietas vegetarianas e veganas sejam iguais, portanto, os impactos podem variar de indivíduo para indivíduo.
Para pesquisadores da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, que se dedicam a analisar a creatina e seus benefícios, existe uma necessidade urgente de projetos de pesquisa bem elaborados em humanos, utilizando creatina marcada para gerar dados relevantes e esclarecer as áreas cinzentas do conhecimento sobre esses compostos.
Fonte: Handbook of Creatine and Creatinine In Vivo Kinetics. DOI: 10.1201/9781003604662.
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