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11 de agosto de 2026 (Bibliomed). Pesquisa realizada no Centro Alemão de Pesquisa em Diabetes, na Alemanha, sugere que um simples exame de sangue, combinado com inteligência artificial, pode ajudar a identificar indivíduos com alto risco de desenvolver diabetes tipo 2 e suas complicações em um estágio inicial.
Ao analisar marcadores epigenéticos no sangue, os pesquisadores conseguiram classificar as pessoas em grupos de alto e moderado risco com alta precisão, potencialmente abrindo caminho para estratégias de prevenção mais personalizadas.
No estudo, pesquisadores analisaram amostras de sangue de participantes de diversas coortes com perfis de risco conhecidos para pré-diabetes. Eles se concentraram na metilação do DNA, um processo epigenético que influencia a ativação e desativação de genes sem alterar a sequência do DNA em si.
Usando técnicas de aprendizado de máquina, a equipe identificou 1.557 marcadores epigenéticos que, juntos, formaram uma “impressão digital” biológica do risco de pré-diabetes. Com esses marcadores, o modelo de IA conseguiu atribuir indivíduos a grupos de alto risco para pré-diabetes com uma precisão de cerca de 90%, mesmo quando testado em uma coorte de validação independente.
Os pesquisadores explicam que identificar indivíduos com risco elevado de diabetes tem implicações práticas significativas. O diagnóstico e a intervenção precoces podem prevenir ou retardar o início do diabetes tipo 2 e potencialmente reduzir o ônus clínico e econômico.
Fonte: Biomarker Research. DOI: 10.1186/s40364-025-00887-8.
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