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21 de julho de 2026 (Bibliomed). Cientistas criaram o mapa mais detalhado até hoje, composto por mais de 3 milhões de células, mostrando como o tecido mamário muda com a idade nas mulheres – incluindo mudanças drásticas durante a menopausa. O mapa revela como, com o passar dos anos, o número de células no tecido mamário das mulheres diminui, o que, por sua vez, reduz a proliferação celular e altera a estrutura do tecido mamário. Isso cria um "microambiente" propício para o desenvolvimento de células cancerígenas.
Pesquisadores da Universidades de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, utilizaram técnicas avançadas de imagem para analisar tecido mamário de mais de 500 mulheres com idades entre 15 e 86 anos. O tecido incluía biópsias coletadas de mulheres por motivos não relacionados ao câncer. Combinando essas imagens com detalhes dos receptores hormonais e das células imunológicas presentes, bem como com a arquitetura do tecido, eles conseguiram mapear como o tecido mamário se altera ao longo do tempo com um nível de detalhe sem precedentes. Suas descobertas apontam razões pelas quais o risco de câncer de mama aumenta com a idade e o motivo dos tumores em mulheres mais jovens apresentam características biológicas diferentes.
O mapa revelou que todos os tipos de células diminuem em número e se dividem com muito menos frequência. As estruturas produtoras de leite, conhecidas como lóbulos, encolhem ou desaparecem, enquanto os ductos que transportam o leite tornam-se relativamente mais comuns, com a camada de suporte ao seu redor ficando mais espessa. As células de gordura aumentam, enquanto os vasos sanguíneos diminuem. Entretanto, ocorrem mudanças no ambiente imunológico. Mamas mais jovens possuem mais células B e células T ativas, o que as ajuda a identificar e destruir células cancerígenas. Com o envelhecimento do tecido, esses tipos de células diminuem em número, sendo substituídos por outros tipos de células imunológicas que indicam um ambiente imunológico mais inflamatório e potencialmente menos protetor.
Ao mesmo tempo, as células começam a interagir menos entre si. As células imunes e as células estromais (aquelas que criam um "andaime" para o tecido) ficam fisicamente mais distantes das células epiteliais (células especializadas que revestem os ductos e lóbulos mamários, formando uma estrutura responsável pela produção e transporte do leite). Isso pode facilitar a disseminação de células pré-cancerígenas.
Fonte: Nature Aging. DOI: 10.1038/s43587-026-01104-3.
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