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30 de junho de 2026 (Bibliomed). Pesquisadores identificaram microplásticos e nanoplásticos em quase todas as amostras de cérebro humano analisadas em um estudo publicado na Nature Health. Essas partículas são fragmentos microscópicos de plástico, tão pequenos que podem circular pelo ambiente, entrar no organismo e alcançar tecidos sensíveis.
O estudo avaliou 191 amostras cerebrais, incluindo tecidos saudáveis e tecidos de pacientes com tumores cerebrais, como gliomas e meningiomas. As análises usaram técnicas avançadas de imagem e microscopia. Os pesquisadores encontraram partículas plásticas em 99,4% das amostras de tecidos doentes e em 100% das amostras saudáveis.
As maiores concentrações foram observadas em tecidos tumorais. Entre os materiais identificados estavam PET, comum em garrafas plásticas; polietileno, usado em sacolas; poliamida, presente em tecidos como nylon; e PVC, utilizado em tubulações e produtos industriais.
O estudo não prova que microplásticos causem tumores cerebrais. No entanto, chama atenção para a ampla presença dessas partículas no corpo humano e reforça a necessidade de novas pesquisas sobre seus possíveis efeitos na saúde.
Fonte: Nature Health. DOI: 10.1038/s44360-026-00091-4.
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