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22 de junho de 2026 (Bibliomed). A malária continua sendo uma das doenças mais mortais do mundo, causada por parasitas do gênero Plasmodium que se replicam rapidamente em humanos e mosquitos. Compreender como esses parasitas se dividem e se multiplicam é crucial para o combate à doença.
Uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma proteína única, essencial para a sobrevivência e transmissão do parasita da malária. Segundo os autores, isso oferece um novo alvo promissor para o desenvolvimento de medicamentos antimaláricos.
A descoberta centra-se em uma molécula chamada quinase 1 relacionada à Aurora (ARK1), que atua como um "controlador de tráfego" durante o processo incomum de divisão e crescimento celular do parasita.
Ao contrário das células humanas, o parasita da malária se divide e cresce de uma maneira única e atípica. Os pesquisadores descobriram que a ARK1 é responsável por organizar o "fuso" — a maquinaria molecular que separa o material genético para criar novos parasitas. Quando eles desativaram a ARK1 em laboratório, os resultados foram surpreendentes. O parasita não conseguia mais formar fusos adequados, o que causava a falha em sua replicação e, crucialmente, os parasitas sem ARK1 não conseguiam completar seu desenvolvimento, tanto no hospedeiro quanto no mosquito, impedindo efetivamente a transmissão da doença.
De acordo com os autores, este estudo mapeia a maquinaria molecular não convencional do parasita, fornecendo um "modelo" para futuros esforços de descoberta de medicamentos com o objetivo de interromper o ciclo de transmissão da malária.
Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-026-69460-7.
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