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08 de junho de 2026 (Bibliomed). A luz pode ser usada de diferentes formas na medicina. Contudo, como ela não atravessa facilmente os tecidos, sua aplicação acaba sendo restrita a camadas superficiais, ou, quando é necessário atingir partes mais internas, há a retirada de tecido.
Agora, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram uma maneira de direcionar luz para locais específicos em qualquer parte do corpo sem precisar remover tecidos.
Os pesquisadores usaram nanomateriais distribuídos pela corrente sanguínea. Esses receberam ondas de ultrassom comuns e as utilizaram como fonte de energia para criar pontos de luz precisos.
O material utilizado é feito a partir de aluminato de estrôncio dopado com európio e disprósio, um transdutor mecanoluminescente capaz de transformar ondas mecânicas em luz.
O material foi processado até formar nanopartículas que foram revestidas, permitindo que ficassem suspensas em solução biocompatível. Depois, elas foram injetadas em camundongos e transportadas por todo o corpo através dos vasos sanguíneos. A partir daí, os pesquisadores emitiram feixes de micro-ondas e cada partícula virou um ponto de luz.
Os autores explicam que com esses materiais é possível produzir emissão de luz em órgãos como cérebro, intestino, medula e músculos, sem a necessidade de um implante físico. Com a técnica, é possível estimular diferentes neurônios para o tratamento de doenças degenerativas, ou ainda ser usada no tratamento de terapias fotodinâmicas para o câncer ou para matar vírus e bactérias.
Fonte: Nature Materials. DOI: 10.1038/s41563-026-02556-z.
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