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20 de maio de 2026 (Bibliomed). A depressão na meia-idade já foi associada a um risco aumentado de demência. Mas essa relação parece ser impulsionada por um pequeno grupo de seis sintomas específicos, e não pela depressão em geral, sugere uma nova pesquisa realizada na University College London, na Inglaterra. Segundo pesquisadores, concentrar-se nesses seis sintomas pode ajudar pessoas que sofrem de depressão na meia-idade a evitar a demência mais tarde na vida.
Para o novo estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 6.000 adultos de meia-idade que participavam de um estudo de saúde britânico de longo prazo. Os sintomas de depressão foram avaliados entre 1997 e 1999, quando todos os participantes não apresentavam demência e tinham idade média de 55 anos, em média. Os pesquisadores acompanharam os participantes por 25 anos, registrando os diagnósticos de demência até 2023. Durante esse período, 1 em cada 10 pessoas (10%) desenvolveu demência.
A análise mostrou que pessoas com depressão na meia-idade apresentavam um risco 27% maior de desenvolver demência posteriormente. No entanto, esse risco foi impulsionado inteiramente por um conjunto de seis sintomas:
* Perda de autoconfiança;
* Dificuldade em lidar com problemas;
* Falta de carinho e afeto pelos outros;
* Ansiedade constante;
* Insatisfação com a forma como as tarefas são executadas;
* Dificuldade de concentração.
Em particular, a falta de autoconfiança e a dificuldade em lidar com problemas foram associadas a um aumento de aproximadamente 50% no risco de demência, descobriram os pesquisadores. Esses seis sintomas podem levar à redução do envolvimento social e a menos experiências que estimulem o cérebro. Isso, por sua vez, pode afetar a capacidade do cérebro de manter o pensamento normal, mesmo quando afetado por danos ou doenças.
Por outro lado, outros sintomas de depressão, como problemas de sono, pensamentos suicidas e baixo astral, não apresentaram nenhuma ligação significativa com o risco de demência. Os pesquisadores ressaltam que são necessárias mais pesquisas para confirmar essas descobertas, já que a relação entre demência e depressão é complexa.
Fonte: The Lancet Psychiatry. DOI: 10.1016/S2215-0366(25)00331-1.
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