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Mudanças climáticas podem desacelerar o desenvolvimento intelectual

31 de março de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, sugere que as mudanças climáticas podem representar uma ameaça ao desenvolvimento intelectual das crianças. De acordo com os pesquisadores, crianças que crescem em temperaturas mais altas do que o normal têm menos probabilidade de atingir os marcos de desenvolvimento em alfabetização e matemática.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 19.600 crianças de 3 e 4 anos de idade nos países africanos da Gâmbia, Madagascar, Malawi e Serra Leoa; na Geórgia, um país banhado pelo Mar Negro; e na Palestina. A equipe comparou informações sobre educação, saúde, nutrição e saneamento das crianças com dados sobre as temperaturas médias mensais, para avaliar possíveis ligações entre a exposição ao calor e o desenvolvimento na primeira infância.

Os resultados mostraram que as crianças expostas a temperaturas máximas médias acima de 86 30 graus Celsius apresentaram uma probabilidade de 5% a quase 7% menor de atingir os marcos básicos de desenvolvimento em leitura, escrita e matemática, em comparação com as crianças expostas a temperaturas inferiores a 26 graus Celsius. Esses efeitos foram mais acentuados entre crianças de famílias pobres, aquelas que não tinham acesso à água potável e aquelas que viviam em áreas urbanas.

Segundo os autores, embora a exposição ao calor tenha sido associada a consequências negativas para a saúde física e mental ao longo da vida, este estudo oferece uma nova perspectiva de que o calor excessivo impacta negativamente o desenvolvimento de crianças pequenas em diversos países. Eles ressaltam a importância de mais estudos para ajudar a definir metas concretas para políticas e intervenções que fortaleçam a preparação, a adaptação e a resiliência à medida que as mudanças climáticas se intensificam.

Fonte: Journal of Child Psychology and Psychiatry. DOI: 10.1111/jcpp.70081.

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