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04 de março de 2026 (Bibliomed). O uso de tabaco sem fumaça — produtos que são mastigados ou colocados na boca sem serem queimados — está associado a um maior risco de câncer de boca e tem se expandido principalmente em países de baixa e média renda. Apesar de menos conhecido que o cigarro, esse tipo de tabaco já é utilizado por centenas de milhões de pessoas em cerca de 140 países.
Dados recentes indicam que o número de casos de câncer de boca vem aumentando justamente em regiões onde esses produtos são mais populares, especialmente no Sul e Sudeste da Ásia. Em muitos casos, o tabaco sem fumaça é combinado com a noz de areca, substância também considerada cancerígena e capaz de causar dependência.
Um fator preocupante é a aceitação cultural desses produtos em algumas comunidades, onde são vistos como menos prejudiciais que o cigarro. Além disso, versões com sabores e formatos discretos têm atraído jovens e adolescentes.
Especialistas destacam que tanto o uso do tabaco sem fumaça quanto o câncer de boca são evitáveis. Profissionais de saúde podem ajudar perguntando sobre o hábito durante consultas, oferecendo orientação e incentivando a cessação. Dentistas têm papel importante na identificação precoce de lesões na boca, aumentando as chances de tratamento eficaz.
Fonte: The New England Journal of Medicine. DOI: 10.1056/NEJMp2500631.
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