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03 de março de 2026 (Bibliomed). Participar de aulas semanais de dança pode trazer benefícios importantes para pessoas com doença de Parkinson, segundo um estudo que acompanhou pacientes por até seis anos. Além dos sintomas motores, como tremores e rigidez, o Parkinson também afeta a memória, a atenção e o planejamento, impactando a autonomia e a qualidade de vida.
Na pesquisa, pessoas que frequentavam um programa comunitário de dança foram comparadas a pacientes com características semelhantes que não praticavam atividade física. Ao longo do tempo, quem dançava apresentou melhor desempenho em testes cognitivos, especialmente nos primeiros anos. Já o grupo sedentário mostrou maior piora da marcha e da mobilidade.
Curiosamente, os participantes da dança começaram o estudo com desempenho de caminhada pior, mas conseguiram manter maior estabilidade ao longo dos anos. Os pesquisadores acreditam que a dança combina movimento, música, ritmo e interação social — fatores que estimulam várias áreas do cérebro ao mesmo tempo.
Os resultados sugerem que atividades artísticas e físicas podem complementar o tratamento tradicional do Parkinson, ajudando a preservar funções cognitivas e motoras.
Fonte: Journal of Alzheimer’s Disease. DOI:10.1177/13872877251393640.
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