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Diretrizes apontam que médicos ignoram causa comum de hipertensão

26 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo alerta que os médicos estão frequentemente ignorando uma causa comum de hipertensão relacionada a hormônios. Segundo pesquisadores do Brigham and Women's Hospital em Boston, nos Estados Unidos, até 30% dos pacientes com pressão alta atendidos por cardiologistas e 14% daqueles atendidos na atenção primária apresentam uma condição chamada aldosteronismo primário. Apesar disso, muitos nunca fizeram um exame de sangue para diagnosticar a doença, na qual as glândulas suprarrenais produzem aldosterona em excesso. Outros são testados anos após o diagnóstico inicial de hipertensão. Nessa altura, a doença já causou complicações de saúde graves.

Segundo pesquisadores, a aldosterona ajuda a equilibrar os níveis de sódio e potássio no sangue. Níveis muito altos podem levar à perda de potássio e à retenção de sódio, resultando em aumento da pressão arterial. Pesquisas demonstraram que pessoas com aldosteronismo primário têm quase 2,6 vezes mais probabilidade de sofrer um AVC; duas vezes mais probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca; 3,5 vezes mais probabilidade de desenvolver um ritmo cardíaco anormal; e 77% mais probabilidade de desenvolver doença cardíaca.

As diretrizes apresentadas no novo estudo recomendam que todas as pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial tenham seus níveis de aldosterona verificados, e que aquelas com aldosteronismo primário recebam tratamento específico para essa condição. De acordo com a Johns Hopkins Medicine, existem medicamentos prescritos para tratar o aldosteronismo primário. Entre eles estão a espironolactona e a eplerenona, que reduzem a pressão arterial e aumentam os níveis de potássio.

Os pesquisadores afirmaram que os médicos também podem recomendar cirurgia para remover uma das duas glândulas suprarrenais, caso apenas uma delas esteja produzindo aldosterona em excesso. Segundo a Johns Hopkins, os pacientes também são orientados a seguir uma dieta equilibrada com baixo teor de sódio e a tentar perder peso.

Fonte: Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. DOI: 10.1210/clinem/dgaf284.

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