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22 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Dormir menos, ir dormir mais tarde e acordar frequentemente durante a noite foram fatores significativamente associados ao risco de automutilação em adolescentes de 14 anos, relatam pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Esse risco permaneceu elevado mesmo quando os adolescentes completaram 17 anos.
Segundo pesquisadores, até 70% dos adolescentes não dormem o suficiente. Entretanto, os índices de automutilação entre jovens estão aumentando. Para verificar se havia alguma ligação entre os dois, os pesquisadores analisaram dados de mais de 10.000 jovens de 14 anos que participavam de um estudo de saúde de longo prazo com residentes do Reino Unido nascidos entre 2000 e 2002. Os participantes forneceram detalhes sobre seus padrões habituais de sono e foram questionados se haviam se envolvido em autolesão ou automutilação.
Os pesquisadores descobriram que dormir menos nos dias de aula, demorar mais para adormecer e acordar mais frequentemente à noite aos 14 anos estavam associados à automutilação simultaneamente e três anos depois, aos 17 anos. Problemas de sono aumentaram o risco de automutilação mesmo após considerar outros fatores como idade, sexo, nível socioeconômico, autoestima e depressão. Dormir mal pode interferir na impulsividade dos adolescentes e na sua capacidade de tomar boas decisões, e a falta de sono também pode prejudicar a capacidade de lidar com a depressão ou a ansiedade e torná-los mais propensos a ter uma visão negativa da vida.
Os pesquisadores afirmaram que estudos futuros devem investigar se a promoção de um sono melhor por meio da terapia cognitivo-comportamental para insônia pode oferecer proteção contra a automutilação.
Fonte: Journal of Child Psychology and Psychiatry. DOI: 10.1111/jcpp.70018.
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