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Chatbots de inteligência artificial podem oferecer riscos na saúde mental

19 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Um estudo apresentado em um importante congresso internacional levantou alertas sobre o uso de chatbots de inteligência artificial, como ferramentas de apoio emocional ou aconselhamento psicológico. Pesquisadores analisaram como esses sistemas respondem a situações comuns em terapias psicológicas.

Mesmo quando programados para seguir métodos conhecidos, como a terapia cognitivo-comportamental, os chatbots apresentaram falhas éticas relevantes. Entre os problemas identificados estão respostas que reforçam pensamentos negativos, falsa sensação de empatia e dificuldade em lidar com situações graves, como ideias suicidas.

Especialistas também apontaram que esses sistemas não conseguem adaptar adequadamente suas respostas ao contexto real do usuário e, em alguns casos, deixam de orientar a busca por ajuda profissional quando necessário. Ao contrário de psicólogos, os chatbots não são regulamentados nem supervisionados.

Os pesquisadores destacam que a inteligência artificial pode ter um papel complementar, ampliando o acesso à informação e ao apoio inicial. No entanto, reforçam que ela não deve substituir o acompanhamento profissional e que é essencial criar regras claras para evitar danos.

Fonte: Proceedings of the AAAI/ACM Conference on AI, Ethics, and Society. DOI: 10.1609/aies.v8i2.36632.

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