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OMS retoma estudos com hidroxicloroquina

04 de junho de 2020 (Bibliomed). Em 22 de maio, a revista The Lancet publicou um estudo que mostrava que a hidroxicloroquina é inútil contra o novo coronavírus e o COVID-19. O estudo envolveu dados de 96 mil pessoas internadas com COVID-19 em 671 hospitais em seis continentes, que mostravam que tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina estavam ligadas a um maior risco de arritmia e morte, em comparação com pacientes que não receberam a droga. Diante desses resultados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu, em 25 de maio, os estudos com o medicamento para reavaliar a segurança.

Contudo, a OMS anunciou na quarta-feira, 03 de junho, a retomada dos estudos com hidroxicloroquina para COVID-19. De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o painel que analisa a segurança dos fármacos concluiu que "não há razão para alterar o protocolo dos estudos clínicos" e que foi recomendada a continuação das pesquisas em todas as frentes, mas ressaltou que a organização continuará a controlar a segurança do uso do medicamento.

No dia 02 de junho, a The Lancet se posicionou sobre o assunto, reconhecendo que "questões importantes" pairam sobre o trabalho e afirmando que está sendo feita uma auditoria independente dos dados utilizados, provenientes da empresa Surgisphere, que se apresenta como uma empresa de análise de dados em saúde com sede nos Estados Unidos.

Na última semana, foi divulgada uma carta aberta na qual vários cientistas mostraram preocupação com o trabalho que levou à suspensão dos estudos com hidroxicloroquina e levantaram pontos como problemas de metodologia e de integridade dos dados, ressaltando a recusa dos autores em dar acesso total aos dados e a falta de "revisão ética".

A carta "Concerns regardingthe statistical analysis and data integrity" pode ser acessada na integra (em inglês) AQUI.

Fonte: Zenodo. OpenAIRE. DOI: 10.5281/zenodo.3862789.

Copyright © 2020 Bibliomed, Inc.

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