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Análise da borda do tumor permite definir risco de recorrência de câncer

27 de setembro de 2012 (Bibliomed). Pacientes com metástase hepática de tumores colorretais têm mais chances de apresentar reincidência da doença quando as extremidades do tumor invadem livremente o tecido do órgão, as chamadas “bordas infiltrativas”. A conclusão é de pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

A metástase hepática de tumores colorretais ocorre quando um câncer inicialmente originário da parte final do intestino (cólon e reto) se instala no fígado. O câncer colorretal é o quarto tipo de câncer mais comum no mundo, atingindo cerca de 1,23 milhão de pessoas.

Praticamente metade desses pacientes desenvolve metástase no fígado em alguma fase da doença. Isso ocorre porque o órgão é o primeiro pelo qual passa o sangue drenado do intestino, antes do líquido circular pelo resto do corpo. Os pesquisadores explicam que o fígado funciona como uma espécie de peneira que filtra as células cancerígenas que se desprendem do tumor, o que aumenta as chances delas se desenvolverem no órgão.

A pesquisa identificou e analisou os prontuários de todos os pacientes do Hospital das Clínicas (HC) submetidos à cirurgia para eliminação de tumores dessa natureza — a hepatectomia ou ressecção de parte do fígado, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2009.

Foram revistos prontuários e lâminas com material cirúrgico de 91 pacientes do HC que passaram por ressecção do fígado. Utilizando um microscópio, o pesquisador mediu a distância das margens cirúrgicas e analisou as características da membrana dos tumores, que foram classificadas em bordas infiltrativas, que se projetam no tecido do fígado, ou expansivas, que parecem empurrar as estruturas celulares vizinhas sem as invadir.

O método estudado pelo médico Rafael Pinheiro permite apontar quais pacientes apresentam maior risco de desenvolver câncer novamente através da análise da borda tumoral. Segundo Pinheiro, as descobertas do trabalho podem auxiliar no tratamento da doença, prevenindo seu avanço e aumentando as chances de cura.

Além disso, o estudo constatou que a sobrevida e a recorrência da doença não são afetadas pela distância entre o tumor e a porção do fígado com ele retirada, a chamada margem de segurança, que garante que o tumor seja retirado completamente do órgão. A pesquisa ressalta o ponto de vista médico que defende margens cirúrgicas pequenas possibilitam preservar o Maximo do fígado sadio e são mais eficazes.

Fonte: Agência USP, 21 de setembro de 2012

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