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Masculinidade é questão social

10 de maio de 2011 (Bibliomed). O estigma de machão persegue muitos homens há séculos. Homem não pode chorar, não pode ser romântico, tem que amar futebol e por vezes devem ater se envolver em brigas. Mas, biologicamente, não é preciso nada disso para provar a masculinidade.

Segundo psicólogos da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, a masculinidade é uma questão social, e não biológica. Para os pesquisadores, esse é um status difícil de conseguir e fácil de perder. Essa é uma explicação usada para algumas reações agressivas dos homens, que vêm na violência uma maneira de defender o título de machão.

Os pesquisadores defendem que a identidade sexual é um fator determinado socialmente, e que os homens sabem disso. Jennifer Bosson, uma das autoras da pesquisa, diz que “eles se preocupam fortemente sobre como aparecem aos olhos de outras pessoas. E, quanto mais preocupados com o assunto, mais vão sofrer psicologicamente quando sua masculinidade se sente violada". http://www.downproject.kit.net/gerador/cartao.htm

De acordo com os psicólogos, o sentimento de violação pode vir por diversos fatores, como a perda do emprego, de algum bem material ou até mesmo por questões mais simples, como mudar o corte de cabelo. O quanto cada evento afeta a pessoa vem da forma como Lea enxerga sua masculinidade.
Para observar a reação dos homens em relação à sua masculinidade, os psicólogos determinaram tarefas “femininas” a um grupo deles, como trançar os cabelos. A outros dois grupos foram dadas tarefas neutras ou “masculinas”.

A seguir, foram dadas opções para que eles escolhessem a próxima tarefa. Aqueles que trançaram o cabelo, em maioria, preferiram a tarefa de dar socos em um saco de treinamento de boxe do que montar um quebra-cabeça. Os participantes do primeiro grupo, que realizou a tarefa “feminina”, deram socos mais fortes no saco do que os demais. Os participantes que trançaram o cabelo, mas não puderam dar socos no saco de areia, mostraram-se mais ansiosos do que os demais.

Segundo os autores, a agressão é uma tática de restauração da masculinidade, considerada por muitos como uma força externa. Quando age violentamente, o homem tende a acreditar que foi forçado a isso, que a decisão não partiu unicamente dele. Bosson diz que o estudo dá provas psicológicas a teorias sociológicas e políticas que afirmam que o gênero é um fenômeno social, não um fenômeno biológico.

Fonte: Diário da Saúde, 9 de maio de 2011

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