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Botox pode ser usado no tratamento do estrabismo, segundo especialistas

30 de setembro de 2010 (Bibliomed). Quem ouve falar em botox (toxina botulínica) pensa logo em sua aplicação estética, para reduzir as rugas. Porém, esse remédio foi aprovado pela primeira vez há 20 anos nos Estados Unidos para tratar o estrabismo - condição marcada pela perda do posicionamento normal dos olhos, conhecida popularmente como “vesguice”, que faz com que apenas um olho ou ambos sejam desviados. E, no Brasil, ele é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para oito indicações cosméticas e terapêuticas.

De acordo com o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, a toxina botulínica tipo A tem sido uma grande aliada no tratamento de estrabismos por ser uma opção menos invasiva. “Uma das vantagens que observamos no tratamento do estrabismo com a substância é que não há alterações anatômicas, diferentemente do procedimento cirúrgico. Sua aplicação é uma alternativa segura, inclusive em crianças, e o tempo de recuperação é rápido”, explica.

O especialista destaca que a toxina botulínica é aplicada diretamente no músculo ocular externo, proporcionando relaxamento e o alinhamento dos olhos, sem intervenção cirúrgica. O procedimento dura cerca de um minuto, é feito com anestesia local e o tempo de recuperação é curto.

“É preciso destacar que a toxina botulínica no tratamento do estrabismo não produz efeitos tão estáveis como a cirurgia convencional, mas é muito efetiva em certos tipos específicos de estrabismo, como desvios de pequenos ângulos, desvios secundários, paralisias agudas do nervo, oftalmopatia subaguda da moléstia de Graves, hipo e hipercorreções pós-cirúrgicas, estrabismos pós-cirurgia de descolamento de retina e também para pacientes sem condições clínicas para anestesia geral ou para correção cirúrgica”, destaca o médico.

Segundo especialistas, apesar de bons resultados com a aplicação de botox para alguns casos, o procedimento cirúrgico é ainda o método mais apropriado para tratar o estrabismo nos casos de grandes desvios - quando há muitos músculos envolvidos -, em estrabismos com incomitâncias alfabéticas associadas ou ainda quando houver cicatrizes de tecido perimuscular.

A aplicação da toxina botulínica tipo A na oftalmologia não se restringe ao estrabismo. Ela é utilizada também no tratamento de problemas como distonias faciais, blefaroespasmos e espasmos hemifaciais, além de ter aplicação no campo da plástica ocular, incluindo a correção de problemas nas pálpebras e do lacrimejamento após paralisia facial.

Fonte: MW Consultoria de Comunicação. Press release. 29 de setembro de 2010.

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