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Médico diz que Faltam Drogas Contra Disfunção Sexual Feminina

SÃO PAULO (Reuters) - A principal dificuldade no tratamento da disfunção sexual feminina atualmente é a ausência de medicamentos aprovados para uso em mulheres, afirmou Gregory A. Broderick, professor de urologia da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, durante palestra no 1o Congresso de Urologia da Universidade de São Paulo, realizado neste mês.

"Alguns médicos, como eu, vêm utilizando drogas para disfunção sexual masculina em mulheres, mas o tratamento das pacientes é feito sem aprovação formal", disse Broderick.

Ele explicou que já utilizou o sildenafil -- conhecido comercialmente como Viagra -- em pacientes na pré-menopausa com bons resultados. "Na mulher, entre 40 e 45 anos, que tem desejo e é saudável, a droga irá estimular o fluxo vaginal e a lubrificação", afirmou Broderick.

Segundo o professor, outro medicamento, chamado Topiglan, também poderá ser usado em mulheres. O remédio, sob forma de gel, é destinado a tratar disfunção sexual masculina e está em estudos na fase 3, etapa em que a eficácia da droga é testada em um grande número de voluntários por um longo período.

"Talvez, na mulher, o medicamento possa ser colocado na superfície do clitóris e na vagina para estimular o fluxo de sangue na região", explicou o pesquisador.

Broderick acredita que a apomorfina, droga para disfunção sexual masculina que atua no centro sexual cerebral também em estudos de fase 3, poderá ter algum efeito na mulher, embora isso seja difícil de prever.

O pesquisador destacou ainda que estudos com testosterona, também na fase 3, em baixas doses em mulheres para aumentar a libido vêm sendo realizados na Austrália e nos Estados Unidos.

Na sua opinião, atualmente a barreira social de que com o avanço da idade a mulher não sente necessidade de sexo dificulta a aceitação e o tratamento da disfunção sexual feminina.

Segundo informou, um estudo epidemiológico realizado nos Estados Unidos, publicado no Journal of the American Medical Association em 1999, revelou que 43 por cento das mulheres entrevistadas sofriam de disfunção sexual.

Ele lembrou, no entanto, sobre a necessidade de mais estudos para descobrir o perfil de mulheres com disfunção sexual a fim de estabelecer diferenças por idade.

Broderick ressaltou que as novidades sobre o assunto serão discutidas no Fórum de Disfunção Sexual Feminina, que será realizado entre 26 e 29 de outubro, em Boston, Massachusetts.

Sinopse preparada por Reuters Health

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