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Bebês também podem precisar de lentes de contato, alertam especialistas

02 de fevereiro de 2010 (Bibliomed). Crianças pequenas e bebês também podem precisar de lentes de contato, segundo especialistas. A indicação mais comum para uso das lentes em crianças é a afacia - falta do cristalino no olho devido a sua extração por causa de catarata congênita ou trauma. Além da afacia, o uso de lentes de contato por crianças incluem os casos de alta miopia bilateral, geralmente secundária à retinopatia da prematuridade, ou casos de síndrome de Marfan, com subluxação de lente.

"Também são receitadas lentes de contato de oclusão (que "tapam" a visão) para tratamento de ambliopia (olho preguiçoso), quando o procedimento convencional não traz os resultados esperados. Há também situações em que lentes de contato vermelhas podem aliviar a fotofobia (sensibilidade exacerbada à luz) em crianças com distrofias de cone, ao mesmo tempo, em que melhoram sua visão", explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO).

O especialista explica que, quando a lente natural do olho é removida devido à catarata congênita, é preciso adaptar as lentes de contato rapidamente, logo após a cirurgia de catarata – geralmente realizada na terceira ou quarta semana de vida. Já a adaptação das lentes se estende até aproximadamente a décima semana de pós-operatório. "É necessário reforçar a importância da correção de lentes de contato junto aos pais e familiares, pois, sem essa correção ótica, a visão do bebê não se desenvolverá normalmente. A extração da catarata é apenas o primeiro passo para a reabilitação desta criança. O uso de lentes de contato e a oclusão são tão importantes quanto a cirurgia, por isto, a adesão dos pais a esse processo é absolutamente necessária", explica a oftalmopediatra Maria José Carrari, do corpo clínico do IMO.

Segundo a médica, além dos pais, é importante que os responsáveis pela criança - a avó ou a babá - também sejam orientados. "Todos os que tomam conta do bebê devem estar presentes nas consultas oftalmológicas, aprendendo a inserir, a remover e a cuidar das lentes de contato da criança", aconselha a especialista. Além de ser importante para a orientação aos responsáveis, essas consultas de acompanhamento são fundamentais para monitorar todos os aspectos do uso de lentes de contato com ajustes de grau periódicos. "Fazer o ajuste gradual, em bebês pequenos, pode ser muito difícil, mas o uso de um ceratômetro manual com uma lâmpada de fenda portátil simplifica o exame. Essas ferramentas permitem boas leituras, sem a necessidade de anestesiar a criança", explica a oftalmopediatra.

Quando a criança já consegue se comportar, segundo a especialista, o oftalmologista pode obter uma topografia da córnea, com a criança sentada no seu colo, usando um rápido sistema de topografia. A captura da imagem é feita em segundos e opera rastreando o eixo visual do paciente. Segundo Maria Carrari, a lente padrão usada para crianças é a lente pediátrica, iniciando com os bebês dormindo com as lentes por algumas semanas e, depois, passando a retirá-las a cada quinze dias. "Quando eles estiverem se levantando e andando, passamos a removê-las todos os dias", explica.

Fonte: MW Consultoria de Comunicação-Saúde. Press release recebido em 01 de fevereiro de 2010.

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