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Crianças mais inteligentes têm menos risco de problemas cardíacos na meia idade, diz estudo

17 de dezembro de 2009 (Bibliomed). Pessoas que apresentavam grande habilidade intelectual na infância parecem ter menos fatores de risco cardíaco na meia idade, segundo estudo que será publicado na edição de janeiro do American Journal of Public Health.

De acordo com os autores, diversos estudos sugerem essa associação – do QI (quociente de inteligência) na infância com melhor saúde na idade adulta e maior longevidade, mas sem explicar muito bem as razões – que podem ser ambientais, começando no útero, podendo afetar a capacidade cognitiva da criança e sua saúde em longo prazo; ou com a habilidade intelectual da criança afetando suas oportunidades de arrumar um bom emprego e adotar um estilo de vida saudável na idade adulta. O novo estudo sugere justamente que a inteligência infantil tem um efeito indireto na saúde cardíaca mais tarde, ao influenciar a escolaridade, o trabalho e os hábitos de saúde na idade adulta.

Os pesquisadores avaliaram dados de mais de 9,3 mil adultos britânicos acompanhados desde o nascimento, no ano de 1958, que passaram por testes de inteligência geral, matemática e habilidade verbal aos 11 anos de idade, e tiveram seus fatores de risco cardíaco – incluindo obesidade, pressão, glicose e colesterol – medidos aos 45 anos. E descobriram uma modesta relação entre a inteligência na infância e a pressão sanguínea, a glicose e o peso na idade adulta.

Avaliando diversos fatores que poderiam influenciar os resultados, os especialistas descobriram que, enquanto fatores como a classe social na infância e o peso ao nascer não afetavam muito os resultados, os hábitos de saúde, a escolaridade e o emprego aos 42 anos tinham grande influência na associação entre a habilidade intelectual na infância e o risco cardíaco na meia idade. De acordo com os autores, os hábitos de saúde na idade adulta – incluindo tabagismo, exercícios regulares e alimentação – seriam particularmente importantes nesse sentido.

Com isso, os pesquisadores notaram que a inteligência na infância, através dos fatores educacionais e ocupacionais, poderia afetar o acesso a cuidados de saúde, a capacidade de adesão a tratamentos ou a exposição a contextos prejudiciais, além de afetar a capacidade de as pessoas entenderem e aplicarem as informações de saúde. Embora os efeitos sejam modestos individualmente, os pesquisadores destacam que eles devem ser considerados pela grande diferença que faz em uma população.

Fonte: American Journal of Public Health. Edição prévia de janeiro de 2010.

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