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Doenças cardíacas congênitas podem ser diagnosticadas e tratadas antes mesmo do parto

22 de janeiro de 2009 (Bibliomed). Nem todas as doenças cardíacas são causadas por maus hábitos, como alimentação inadequada e sedentarismo. Algumas surgem quando o coração está se formando, ainda no útero, por causa de questões genéticas ou de outros fatores como doenças adquiridas pela mãe na gravidez.

Nesses casos, segundo especialistas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), somente o acompanhamento pré-natal qualificado permitirá o diagnóstico e o tratamento, feitos ainda durante a gravidez. A identificação da anormalidade pode ser feita a partir da 22ª semana através do ultrassom morfológico e confirmada pelo ecocardiograma fetal.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de distúrbio cardíaco congênito são: mãe com idade avançada (principalmente acima de 40 anos) ou com histórico de problemas cardíacos congênitos; fatores genéticos, como Síndrome de Down ou de Turner; alcoolismo e doenças adquiridas pela mãe na gravidez.

E as medidas em caso da identificação desses problemas incluem o encaminhamento ao pré-natal especializado, eventual uso de medicação para a mãe, parto em serviço habilitado à cirurgia cardíaca neonatal, ou até, em casos raros, um tratamento intra-útero. Mas a descoberta de um distúrbio cardíaco durante o pré-natal pode requerer apenas o acompanhamento, sem necessidade de nenhuma intervenção.

De acordo com o cardiologista Daniel Lages Dias, presidente da regional Campinas da Socesp, um distúrbio cardíaco muito frequente detectado durante a gestação é a arritmia (aceleração ou lentidão dos batimentos cardíacos), que na maioria das vezes não requer tratamento; e, em casos raros, exigem o uso de medicações pela mãe. E outro problema comum – esse em crianças maiores – é o sopro, que muitas vezes não é confirmado no ecocardiograma.

O médico afirma que o pré-natal é a chave para a prevenção. “O mais importante em termos de prevenção é o pré-natal bem feito, realizado desde o início da gestação, com número adequado de consultas e realização dos exames rotineiros, que vão detectar os casos que necessitam de seguimento especializado antes do nascimento. Após o parto, o seguimento de puericultura, com visitas regulares ao pediatra também propiciarão o diagnóstico precoce destas mal-formações, possibilitando o tratamento”.

Fonte: Acontece Comunicação. Press release. 21 de janeiro de 2009.

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