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Coquetel aumenta chances para mulheres com câncer de mama

São Paulo, 22 de Maio de 2001 (eHealthLA). A combinação da quimioterapia-padrão com um novo medicamento disponibilizado no mercado reacende a esperança de mulheres com câncer de mama metastático. A conclusão faz parte de um estudo apresentado no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o mais importante congresso de oncologia do mundo, realizado na semana passada.

Novos dados apresentados revelam que mulheres acima de 60 anos, acometidas de câncer de mama avançado e tratadas com o medicamento Herceptin mais quimioterapia, como primeira opção de terapia, apresentaram aumento de 36% na sobrevida. Sem quantificar, esse mesmo estudo ainda mostrou que, igualmente, o grupo com menos de 60 anos também demonstrou aumento da sobrevida. Ou seja, esse novo coquetel de drogas mostrou eficiência em diferentes faixas etárias.

Outro estudo, publicado no New England Journal of Medicine, demonstra que o Herceptin, um anticorpo monoclonal, é capaz de aumentar em até 24% a sobrevida das mulheres com esse tipo de doença, que sejam HER2 positivas, ou seja, que tenham superexpressão dessa proteína. O aumento foi constatado quando comparado ao tratamento padrão, somente com quimioterapia.

Segundo o médico Gilberto Amorim, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), “os anticorpos monoclonais atacam um alvo específico e a quimioterapia com o Herceptin proporciona ganho na sobrevida. Com isso, os efeitos colaterais são mais brandos e totalmente suportáveis”.

Teste determina diagnóstico e terapia

Esse medicamento é indicado para as mulheres com câncer de mama que apresentarem superexpressão da proteína HER2. Cerca de 30% das pacientes com esse tipo de câncer apresentam quadro semelhante, o que indica um câncer biologicamente mais agressivo e com maior chance de metástase. A proteína é detectada por meio de testes, que indicam presença e quantidade.

“A resposta desse exames pode provocar uma mudança de conduta no tratamento. E, com isso, a paciente, ao usar a terapia mais indicada, tem benefícios comprovados na sobrevida e na qualidade de vida”, explica o oncologista brasileiro presente nesse congresso internacional.

Prevenção

O câncer de mama é o mais temido pelas mulheres, devido sua alta incidência e, sobretudo, pelos efeitos psicológicos que acarreta, atingindo a imagem pessoal. Raro antes dos 35 anos, ganha espantosa velocidade entre mulheres com mais de 40 anos.

De acordo com a Sociedade Americana de Cancerologia, uma em cada 10 mulheres tem essa propensão. Já para a Sociedade Brasileira de Mastologia, entre 5% e 10% das mulheres que desenvolvem o tumor sofreram alteração genética familiar, fazendo com que sejam mais propensas a tal.

A SBM dá algumas dicas preventivas, lembrando que até chegar ao nódulo de 1 cm, o câncer de mama está se desenvolvendo há 10 anos. O que equivale dizer que, toda mulher com 35 anos de idade, deve fazer exames periódicos com seu médico, pois o câncer diagnosticado no começo tem cura.

Como medidas preventivas primárias aconselha-se a evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica. Isto seguido à risca, pode ser uma boa prevenção para tantos outros males...

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