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Especialistas aconselham orientação profissional para o fumante abandonar o cigarro

São Paulo, 22 de Maio de 2001 (eHealthLA). Somente 5 por cento dos fumantes conseguem parar sem ajuda. Quando se agrega todo arsenal terapêutico disponível atualmente este índice aumenta para 60 por cento.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a tendência atual permanecer a mesma, no ano 2020 morrerão no mundo dez milhões de pessoas por ano em decorrência de doenças provocadas pelo fumo.

O tabaco corresponde a 20 por cento das mortes nos EUA e representa hoje a primeira causa de mortalidade que poderia ser prevenida, correspondendo a 450 mil mortes por ano.

No Brasil existem poucos dados registrando o custo social dessa dependência, mas aproximadamente 35 por cento dos homens no País são fumantes.

Segundo o médico Ronaldo Laranjeira, Professor Adjunto do Departamento de Psiquiatria da EPM – UNIFESP e Coordenador da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), existem evidências de que basta de três a cinco minutos de aconselhamento direto sobre o fumo para que 8 por cento dos pacientes parem de fumar.

“Muito embora esse número aparentemente seja pequeno, quando traduzido para as milhões de consultas feitas a cada ano, podemos ter idéia do real impacto em termos de saúde pública”, acredita Ronaldo.

“Atualmente entende-se motivação como um processo psicológico que pode ser acelerado ou não pela intervenção do clínico. É fundamental que o médico ajude seu paciente a trocar a desistência pela persistência”, conclui.

Como funciona a dependência

Dependência é um comportamento de má adaptação à determinada substância, levando a problemas clínicos importantes, associado à dificuldade de controle do uso, apresentação de sintomas de abstinência com a falta ou a diminuição da droga e tolerância aos seus efeitos.

“Estudos mostram que as manifestações de dependência da nicotina são semelhantes a todas as outras drogas. A grande diferença é que a nicotina não produz manifestações psíquicas com o seu uso”, explica o especialista.

A nicotina é rapidamente absorvida pelos pulmões e mucosa oral, passa para a corrente sangüínea e está à disposição no cérebro em 7-9 segundos.

Terapêuticas auxiliares

Reposição da nicotina - apresentado em forma de goma de mascar ou adesivo transdérmico (para aplicação na pele), estes produtos liberam nicotina em pequenas doses no organismo.

Sua função é reduzir os efeitos da síndrome de abstinência e aumentar a resistência àqueles momentos de intensa vontade de fumar.

Vários estudos têm comprovado a eficácia da reposição da nicotina, mostrando que pelo menos dobram os índices de sucesso ao longo dos meses.

Sem da reposição de nicotina - a Bupropiona foi a primeira medicação não-derivada da nicotina aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA).

O mecanismo pelo qual a bupropiona age ainda não é bem conhecido, mas acredita-se que ela atue no sistema dopaminérgico (libera dopamina gerando sensação de saciedade) e noradrenérgico (reduz os sintomas da síndrome de abstinência), alterando, portanto os mecanismos de dependência e abstinência da nicotina.

Embora seja tecnicamente um antidepressivo, a bupropriona auxilia no tratamento do tabagismo, diminuindo o desejo de fumar.

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